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A ilusão da posse de coisas

 

Grande parte da ansiedade do homem é proveniente do medo de perder o que possui, medo esse sempre ajustado a quantidade do que tem. E aí ele procura ter “de sobre” para se faltar, poder repor. Pois é, muitos magnatas donos dos impérios econômicos também partiram do mesmo princípio. E isso é bom? É por aí o caminho da felicidade? Se não, então qual seria? Ter muito, ter pouco ou ter nada? Você já se perguntou a respeito de ser ou ter?

Mas uma coisa é certa: “quanto maior a posse maior a perda”, ou “quanto maior a altura maior o tombo”. Não dá para fugir dessa realidade. Quanto mais possui mais tem para perder.

Vale aqui um alerta aos acomodados que poderão distorcer as coisas: “Então o negócio é não ter nada”, e com isso acabam se tornando vagabundos irresponsáveis. Leia com atenção para não distorcer e compreender com clareza.

O problema está na “Noção de posse” que temos das coisas. E com frequência nós nos acostumamos a colocar “minha” ou “meu” em quase tudo que se refere a nós. A rua que moro é minha rua; meu bairro o ônibus que costumo pegar “meu ônibus”. O Ilário é que, na realidade, ninguém possui coisa alguma. A vida é que nos permite o uso das coisas. O ser humano não nasce com sentimento de posse. Uma criança muitas vezes pega o brinquedo de outro, ela não tem noção do que é dela e do outro. Sofremos, porque achamos que possuímos. Quando, alguém destrói um patrimônio público é comum dizer: “isso não é meu, pouco me importa” ou o “governo conserta”.

Nesses comportamentos o ciclo de não respeito as coisas dos outros torna-se causa e efeito negativo para a própria pessoa.

A sabedoria seria ser responsável e grato, sim, pelo direito de usufruir, desvinculado, de sentimento de posse, pois nada possuo, mas isso não quer dizer em deixar de ter cuidado com as coisas, zelar.

O zelo pelos objetos é um ato de gratidão à existência, à vida. Tudo o que usamos, desde o nosso corpo até um alfinete é uma doação da natureza.    

O ruim é que a ilusão da posse dá uma sensação muitas vezes bastante agradável, sugerindo a ilusão de segurança ou mesmo de poder e, em certos casos, um sentimento que se embaraça com a verdadeira felicidade não é uma questão de “ter nem de não ter”. A felicidade não pode ser verbalizada; a felicidade é um estado, e como é só pode ser vivenciada.   

As pessoas buscam poder e prestígio – um esforço para aliviar seu verdadeiro sentimento de insegurança, diante da incerteza do mistério da vida. Quanto maior a ilusão, maior será a decepção. Lei natural da vida.

Por trás de todos os anseios do homem, o maior, o mais profundo é o estado de amor 9ª verdadeira felicidade. Poucos percebem isso, mas por menos lucidez sobre isso é o estado de amor que esperamos atingir ou encontrar por trás do prazer que permanece, do poder ou mesmo da alienação.

Buda disse: “Nossa vida é uma criação de nossa mente. Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento o acompanha tão de perto como a roda segue a pata do boi que puxa o carro”, ou seja, você é o que acredita ser. É por isso que estamos quase sempre empenhados a nos defender oi nos proteger de alguma coisa que, a maneira com a qual nos identificamos, que acreditamos precisa ser conservada. Aí nasce os transtornos de personalidade é um problema de saúde mental que se caracteriza por padrões de comportamento, pensamento e reação fixos e generalizados, pode causar sofrimento e prejudicar a capacidade de a pessoa funcionar. Alguns sinais e sintomas variam de com o tipo de transtorno de personalidade. Os mais comuns são os seguintes: Ansiedade; Agressividade; Desconfiança; Rancor; Isolamento social; Introspecção; Indiferença; Insegurança; Intolerância; Medo de abandono; Impulsividade; Necessidade de atenção;Arrogância;Perfeccionismo.Com trabalho sobre o ego e modéstia podemos sair desse enrosco que causa sofrimento.     

Bibliografia: Bastos, Hamilton Gouvêa. Egocentrismo : a doença Ego: o vírus. – Rio de Janeiro: FIssus, 2003.    

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