Prefeito de Balneário

Prefeito de Balneário Piçarras preso em operação do Gaeco é transferido para Itajaí

  • (Foto: Gaeco MP-SC/Divulgação) - Prefeito de SC preso em operação do Gaeco é trazido de Brasília para presídio catarinense

Tiago Baltt chegou ao complexo da Canhanduba na madrugada desta quarta-feira após ser detido em Brasília por suspeita de corrupção.

Tiago Baltt (MDB) foi transferido para o Complexo Penitenciário Canhanduba após prisão preventiva. A Operação Regalo apura desvios de R$ 485,9 mil e propinas de 3% em contratos de obras na Orla Norte de Balneário Piçarras e serviços em São João Batista.

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), chegou ao Complexo Penitenciário Canhanduba, em Itajaí, por volta das 2h desta quarta-feira (20). Preso preventivamente em Brasília na terça-feira (19) durante a Operação Regalo, o político foi transferido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri).

Conforme reportado pelo NSC Total, a unidade prisional em Itajaí já recebeu outros chefes de executivos municipais detidos em ações recentes. Baltt estava na capital federal para cumprir agendas oficiais quando a ordem de prisão foi executada.

Investigação aponta propina de 3% em contratos

As investigações, iniciadas em 2024 pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), indicam a atuação de um grupo estruturado com divisão de tarefas entre núcleos empresarial e político-administrativo. O esquema envolveria o pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos em Balneário Piçarras.

De acordo com o MPSC, os valores de vantagens indevidas alcançam aproximadamente R$ 485.912,08. A operação busca aprofundar a colheita de provas relativas a contratos de obras e urbanização da Orla Norte da cidade, além de outros serviços em São João Batista.

Sequestro de bens e valores

Durante a ação realizada na terça-feira, a Justiça decretou o sequestro dos valores apontados como fruto de corrupção. Segundo o Ministério Público, "esses valores, pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político da organização criminosa, possuem origem espúria e deverão ser restituídos aos cofres públicos".

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O caso também envolve um ex-prefeito de São João Batista. A investigação aponta indícios consistentes de conluio entre o grupo político e empresários para fraudar contratos de prestação de serviços e obras públicas nos dois municípios catarinenses.

  • Prefeito detido: Tiago Baltt (MDB)
  • Local da prisão: Brasília (DF)
  • Destino: Complexo Penitenciário Canhanduba (Itajaí)
  • Valor estimado do esquema: R$ 485.912,08


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