Hospitalizações por VSR e gripe crescem no Brasil
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Imagem ilustrativa - InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e gripe
Hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentaram no Brasil, e algumas regiões registraram mais internações por gripe, segundo InfoGripe da Fiocruz. Onze estados estão em alerta para SRAG, com tendência de crescimento. Em 2026, há 3.591 óbitos. Crianças até 4 anos adoecem mais por VSR; de 5 a 14 anos, por rinovírus; adultos e idosos, por influenza A. Recomenda-se lavar mãos, usar máscara em saúde e ambientes aglomerados, isolarse com sintomas e vacinar grupos prioritários contra influenza e VSR.
O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil, e algumas regiões também registraram mais internações por gripe, segundo o InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (11). A análise, referente à Semana Epidemiológica 22, vai de 31 de maio a 6 de junho.
O levantamento mostra que 11 das 27 unidades federativas estão em nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento nas últimas seis. Em 2026, o país já soma 3.591 óbitos por SRAG.
Estados em alerta
As 11 unidades com sinais de alta são Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Nas demais 16 unidades da Federação, o InfoGripe vê interrupção do crescimento ou queda nos casos de SRAG na tendência de longo prazo.
Mesmo assim, 12 dessas 16 ainda seguem com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco. Entram nesse grupo Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.
Quem adoece mais
Os dados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos tem sido puxada principalmente pelo VSR. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus aparece com mais frequência. Já entre jovens, adultos e idosos, a influenza A predomina nas últimas semanas.
A influenza B também vem crescendo, sobretudo nas faixas de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos. A pesquisadora Tatiana Portella disse que a população deve lavar as mãos com frequência, usar máscara dentro de unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar e fazer isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado. Se isso não for possível, recomendou sair de casa com máscara N95 ou PFF2.
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Ela afirmou ainda que pessoas dos grupos prioritários e elegíveis precisam tomar a vacina contra a influenza e o VSR para reduzir o risco de adoecimento grave e morte caso sejam infectadas.
VSR - Vírus Sincicial Respiratório
É um vírus altamente contagioso que afeta o trato respiratório e os pulmões. Ele é a principal causa de bronquiolites e pneumonias em bebês, mas também pode causar infecções graves em idosos e pessoas com imunidade baixa ou doenças crônicas.
Principais Sintomas
Geralmente começam de 2 a 8 dias após a infecção e incluem:
- Coriza e espirros
- Tosse e febre
- Chiado no peito (sibilância)
- Dificuldade para respirar (em casos mais graves) [1]
Como ocorre a transmissão
A transmissão se dá por gotículas de saliva ao tossir ou espirrar, ou pelo contato direto com mãos e superfícies contaminadas.
Prevenção e Tratamento
- Prevenção: Lavar as mãos frequentemente, evitar contato próximo com pessoas doentes e manter os ambientes ventilados. Atualmente, também existem vacinas aprovadas para gestantes e idosos, além de anticorpos preventivos para bebês. [1]
- Tratamento: Não existe um antiviral específico. O tratamento é focado em aliviar os sintomas, mantendo o paciente hidratado e, em casos mais graves, com necessidade de oxigênio ou internação hospitalar.
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