POLÍTICA

Arão será Secretário de Estado?

O Prefeito de Ascurra substituirá Fabrício Oliveira na pasta do Planejamento

A semana política em nossa região é marcada por dois extremos: de um lado, o comentário que domina os bastidores sobre o reconhecimento técnico que deve levar um gestor do Vale para o primeiro escalão do Estado; de outro, a necessidade urgente de frear distorções em contratos públicos que desafiam a lógica e a moralidade administrativa. É o contraste entre a expectativa da competência que constrói e a denúncia da falta de fiscalização que permite o desperdício.

Ascurra no centro das atenções estaduais

O assunto que ferve nos corredores da política catarinense e da nossa região é que o prefeito de Ascurra, Arão Josino, será premiado por sua excelente atuação frente ao Executivo municipal. Comenta-se com insistência que, no último dia 25, Arão teria aceitado a indicação do governador Jorginho Mello para assumir a Secretaria de Estado de Planejamento, substituindo Fabrício Oliveira.

A expectativa é que no dia 30 ocorra a sua despedida, com a apresentação de grandes obras no município e a passagem de cargo para seu vice, Soíres Trentini. Se confirmada, essa indicação deve ser encarada com muito orgulho pelo povo ascurrense. Ter um representante do Vale no coração do Centro Administrativo do Estado é o reconhecimento de que o modelo de gestão técnica de Ascurra tornou-se uma vitrine para Santa Catarina.

O Escândalo da Dedetização: Onde Estava a Fiscalização?

Enquanto celebramos talentos regionais, não podemos fechar os olhos para as graves denúncias que atingem a Secretaria de Estado da Educação (SED). O deputado estadual Mário Motta (PSD) encaminhou ao Ministério Público uma denúncia sobre possíveis irregularidades em contratos de controle de pragas, cujos valores licitados saltaram de R$5,2 milhões em 2019 para R$19,1 milhões em 2021. O Tribunal de Contas (TCE) já validou os indícios e instaurou investigação.

O levantamento aponta distorções acintosas: em municípios como Mafra e Palmitos, o aumento nos custos superou 9.000% entre os períodos analisados. Em Dionísio Cerqueira, o valor passou de R$12 mil para R$ 985 mil. A denúncia destaca que a SED utilizou o índice SINAPI — voltado para a construção civil — como referência, o que gerou estimativas infladas. Além disso, houve disparidades nos preços por metro quadrado oferecidos pelas mesmas empresas, variando de R$0,02 a R$1,39 para o mesmo serviço. A suspeita é de "concorrência fabricada".

Vigilância contínua

O cenário atual exige vigilância dobrada. Enquanto lideranças regionais como Arão Josino emergem pela competência administrativa, a máquina estadual sofre com gargalos de fiscalização que permitem absurdos orçamentários. Como conservador, defendo que o Estado deve ser eficiente e, acima de tudo, honesto. O papel do cidadão e dos órgãos de controle é garantir que cada centavo do contribuinte seja respeitado. Santa Catarina só avançará quando a competência no planejamento for acompanhada por uma fiscalização implacável.

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