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Justiça absolve ex-vereadora Adriana Terezinha Bagestan em caso de morte do marido no Oeste catarinense

  • Foto: Redes Sociais, Reprodução - Sedinei Wawczinak, de 42 anos, teria sido morto enquanto dormia

Júri popular em Chapecó reconhece histórico de violência doméstica e liberta ex-parlamentar após 12 horas de julgamento.

O conselho de sentença em Chapecó absolveu Adriana Terezinha Bagestan, reconhecendo a legítima defesa diante de 15 anos de abusos. O veredito destaca o peso jurídico do histórico de violência doméstica em crimes contra a vida no interior de Santa Catarina.

O veredito de uma vida marcada pelo silêncio

Em um julgamento que mobilizou a cidade de Chapecó e trouxe à tona o peso invisível de anos de sofrimento, a ex-vereadora Adriana Terezinha Bagestan, de 41 anos, foi absolvida nesta quarta-feira (11). O conselho de sentença, formado por quatro mulheres e três homens, decidiu o destino de uma mulher cuja trajetória política foi interrompida por um ciclo doloroso de violência doméstica.

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O crime, que agora recebe um novo olhar jurídico, ocorreu na madrugada de 20 de junho de 2025, na Linha Aparecida, interior de Paial. Sedinei Wawczinak, de 42 anos, foi morto com um disparo na cabeça enquanto dormia. Entretanto, os jurados entenderam que o ato não foi um crime frio, mas o ápice de um desespero acumulado por mais de uma década.

Anos de sombras e medo no interior de Paial

Durante as 12 horas de sessão no fórum da comarca, a defesa sustentou que Adriana viveu por cerca de 15 anos sob o jugo de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais. O relato extraoficial feito aos policiais na época da prisão revelou o cárcere emocional em que ela se encontrava:

Na data do fato, Adriana deixou os dois filhos do casal, na época com 6 e 12 anos, na casa de uma irmã antes de fugir em um Volkswagen Gol. A arma utilizada no homicídio nunca foi localizada; segundo a ré, o objeto foi descartado em um rio logo após o ocorrido.

Impacto político e social

Adriana Terezinha Bagestan teve uma trajetória pública ativa, sendo eleita vereadora de Paial em 2020 pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com 81 votos. Embora não tenha concorrido no último pleito, sua história se tornou um símbolo dos limites extremos da violência contra a mulher na região. O julgamento, encerrado por volta das 20h, encerra um capítulo jurídico, mas mantém aceso o debate sobre a proteção de vítimas de abusos domésticos no Oeste catarinense.

  • Ameaças constantes de morte e promessas de incendiar a casa em caso de separação;
  • Coação para contrair dívidas financeiras em seu nome;
  • Medo paralisante de registrar ocorrências devido ao comportamento do marido.


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