Responsabilidade
De tempos em tempos abordamos este tema e nos posicionamos quanto ao que é público e o que é privado. O motivo é simples, as ações de nossos administradores públicos tornam esta análise confusa, deixando transparecer que não existe diferença.
Na iniciativa privada a busca pela maximização do prazer, das realizações e minimização dos erros é aceitável e observável. Buscamos atingir nossos propósitos com recursos próprios aceitando os benefícios e prejuízos, individuais, que eventualmente aconteçam.
Na administração pública o objetivo é o de alcançar o interesse social. Para tanto, precisamos administrar os recursos oriundos de toda a sociedade com responsabilidade, pois os benefícios e os prejuízos dessas ações serão compartilhados por toda a sociedade.
O agente público trabalha com recurso alheio e com a finalidade de atender objetivos alheios. Sendo que nos é imposto à contribuir com a atividade do estado, precisamos que este agente gerencie da melhor maneira possível os recursos que lhe foram confiados. Essa tarefa não deveria ser das mais difíceis, tendo em vista que o mesmo agente público também é alvo dos resultados das ações públicas.
Mas, infelizmente o que vemos é que para a maioria dos indivíduos, os recursos públicos pertencem a ninguém. A estrutura administrativa é utilizada para fins particulares e pessoais de políticos e de seus amigos e ou eleitores. Máquinas das secretarias de obras realizam serviços particulares sem nenhum controle e qualquer pudor.
A sociedade não aguenta mais e clama para que os administradores públicos assumam a responsabilidade pela utilização correta e legal deste grande volume de recursos, e que os bens e as ações, consideradas públicas, aumentem.





