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Paladinos da Justiça

Ao fecharmos mais esta edição nos deparamos com uma situação recorrente. Pessoas aguardando e ou solicitando para que outros se manifestem quanto a problemas e situações vividas no cotidiano de nossa comunidade. Mesmo algumas que fazem parte do segmento dos operadores da justiça ou da fiscalização ficam a espera, talvez para não comprometerem-se.

Em 28 de fevereiro de 2009, colocamos nossa opinião sobre esse assunto e a expomos novamente.

Na busca incessante da justiça, de dar a cada um aquilo que é seu, nos arremete aos * “paladinos da justiça”. Homens que buscaram fazer justiça a qualquer custo.

* “Paladino era cada um dos divinos cavaleiros do Imperador do Ocidente Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, Rei dos Francos. Homem de grande bravura. Cavaleiro Honroso.”

Durango Kid, personagem de filmes antigos, um funcionário do Correio Americano, montado em seu cavalo branco, vestido de preto e máscara, buscava defender os fracos e oprimidos, e fazia as pessoas acreditarem que a justiça existia. A luta de promotores públicos, na busca incessante da justiça, mesmo contra os interesses do “Regime Militar”, também chamaram a atenção de muitos. Estes moravam nas cidades onde trabalhavam e buscavam o melhor para as comunidades.

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Hoje alguns destes representantes da lei, lutando pela ética, pela moralidade e pela justiça, buscam o bem comum, mas outros nem nas comunidades moram. Não conhecem nada do que os rodeia, cerca, e acabam por falhar na defesa dos direitos e da justiça.

Hoje a redação de um jornal tornou-se uma “delegacia”, um centro de queixas. Não que os jornalistas sejam paladinos da justiça, e nem esta é a intenção, mas sim a última esperança, talvez, de muitas pessoas que não têm a quem recorrer. Faltam-lhes coragem ou até mesmo tempo, para buscar outras formas de enfrentar as injustiças. Todos os dias são acometidos por males sociais e ninguém, voluntariamente, vem em busca de socorrê-los. Muitos vêem estes aflitos cidadãos sofrendo as barbáries que lhes são impostas, mas nada fazem.

Quando um cidadão comum passa a ser a última esperança dos honestos e oprimidos, é por que a justiça realmente ficou cega, ou seus operadores se negam a ver o que está debaixo dos seus narizes.

Quando se torna necessário acreditar que só existe uma última e única esperança, é por que não mais acredita-se na justiça.

Mas precisamos lembrar de que não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer.

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