Pai: Firmeza com Amor
A família é o primeiro lugar onde a criança evolui e aprende, internalizando aprendizados de como agir e conviver com os outros, os limites, valores, atitudes culturais, emocionais, morais, éticas e outras informações para crescer com responsabilidade Com as influências que recebe na família, a criança irá construir sua personalidade, seu modo de pensar, sentir, reagir e de se relacionar, seus valores, esperanças, etc.
O papel do pai é essencial e ele deve estimular o filho/a "a aprender".
Ser solidário, respeito aos outros e aos limites existentes A criança, convivendo com um pai que a estimula positivamente, fazendo-a sentir-se amada e em segurança, terá seu desenvolvimento rumo à autonomia como ser humano. Esse tipo de pai é prudente ao filho e ele utiliza a ponderação, a experiência de sua vida, os conhecimentos, as leituras feitas e um maior contato positivo com seu filho, exercendo influência positiva na sua formação.
Por outro lado, pai que não sabe a medida certa dos ensinamentos que deve dar, agindo com rigidez ou flexível demais, pode afetar negativamente o desenvolvimento do filho.
O pai, como primeira figura de autoridade que a criança tem na vida, para educar bem o filho necessita ter atitudes educativas firmes, mas com coração. O relacionamento que a criança tiver com seu pai, certamente irá influenciar como ela enfrentará as regras e os limites normais que encontrará no convívio com as outras pessoas. Os tipos de relacionamento utilizado por pais são variados, mas há três mais marcantes, apresentados a seguir.
O "estilo autoritário" utilizado algumas gerações passadas: ele educa de modo rígido, severo, inflexível, repressivo, exigente, dá ordens e direções, valoriza obediência cega às regras e valores estabelecidos, reprimindo quaisquer outros comportamentos. Quando o filho/a comete alguma falta lhe dá castigos físicos ou outros corretivos disciplinares, como punição. O filho obedece a autoridade do pai, sem questionamento e nesse ambiente de autoritarismo, não tem outra escolha a não ser agir de modo resignado, submisso, dependente, silencioso, com medo, ansioso, frustrado, etc., o que poderá provocar nele inibição da sociabilidade, baixa auto-estima, frustrações, agressividade reprimida, sentimento de inferioridade, etc.
O pai que adota um "estilo educativo permissivo”, excessivamente liberal, indulgente, com fraqueza de controle e sem colocação de limites ao filho/a. Esse pai permite tudo, não proíbe nada, deixa o filho fazer o que quer, dá o menor número de orientações, abstendo-se de avaliar, quer seja no sentido positivo ou no negativo. O pai que age com esse "estilo permissivo", por sentir culpa ao pensar em impor quaisquer limites ao filho(a). Esse pai acredita, que o filho/a ficará frustrado se lhe forem estabelecidos limites e regras. Essa ideia distorcida já que nenhuma teoria recomenda aos pais que não ensinem limites às crianças e não exerçam a natural autoridade, educando os seus filhos. E assim, esse tipo de pai dá liberdade total para o filho e ter quaisquer tipos de comportamentos inadequados. Ataques emocionais de raiva, choro, birra, agressividade verbal (xingamentos, palavrões, etc) ou física (bater em outras pessoas) tolerando até as grosserias, a falta de respeito do filho e os abusos que ele comete. Agindo desse modo com o filho, o pai sofrerá as resultado de ter criado filho que é "tirano" exigente que manda e desmanda sobre os membros da família, sem ter aprendido regras de convívio, limites, bons comportamentos e disciplina.
Mas nem tudo está perdido porque existe pai que sabe agir como seria a educação do filho, adotando um "estilo democrático" ou “educação com amor" Esse tipo de pai ficou com algumas características consideradas positivas do "estilo autoritário", fazendo adaptações para uma educação onde utiliza da sua autoridade de pai, sem haver rigidez. Uma mudança sutil, mas muito importante para educar o filho com equilíbrio e assim, este tipo de pai procura ter autoridade firme e clara sobre o filho/a, uma autoridade conquistada e construída no dia-a-dia, com um estilo de convivência onde existe respeito recíproco aos direitos e deveres de cada um, diálogo, companheirismo, sensibilidade, solidariedade, tudo isso sintetizado em "relações afetivas mais profundas e positivas" entre o pai e o filho (a).
Então, que tal aproveitar as comemorações do Dia dos Pais para fazer uma reflexão sobre como está educando o seu filho/a? Aproveite agora, no hoje, essa oportunidade, pois chegará o dia em que seu filho/a não precisará de suas orientações, pois como um adulto consciente já terá internalizado as boas orientações que recebeu. O Psicólogo Maslow fez uma comparação: "A criança assemelha-se a uma árvore nova que está exposta ao vento e à tempestade. O jardineiro coloca uma estaca para evitar que ela entorte ou quebre com a força do vento, e para que cresça na direção certa. Quando já estiver bem crescida e o tronco bastante forte, a estaca não será mais necessária”. Mãos à obra para educar bem o seu filho! Será um filho com equilíbrio e agradecerá suas ações de pai consciente.







