SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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EDITORIAL

Os miseráveis

Todos nós sonhamos com um tempo, um lugar, onde há esperanças, onde tudo vale a pena.

Quando jovens temos o viço e a força nos impulsiona para lutas por ideais e um mundo melhor onde todos possam ser iguais.

Buscamos, cheios de sentimentos, acabar com a miséria e a falta de perspectivasdeoutrospares.

Esmurramos pontas de facas, lutamos marços, setembros e em novembradasquejáseforam.

Sonhamos que a vida mudaria... Seriam diferentes os invernos... As primaveras seriam mais coloridas... No verão o sol seria para todos.

Mas, perdemos o viço, o ímpeto, e as pequenas conquistas passaram despercebidas.

O mundo segue.

A miséria permanece.

Povos sofrem sob o jugo dos mais fortes. Sob a pressão das armas e das leis quesóaeleséimposta.

Mas, lobos em peles de cordeiros surgem e novas esperanças são lançadas sobre estes miseráveis que pouco ou nada tem. Trazem esperança de comida na mesa, educação, saúde para viver melhor.

O que melhor do que isso, se antes viver um dia era apenas um dia a menos para viver?

E os subsídios para produzir mais nas áreas rurais, da França, Inglaterra, EUA, os abonos salariais no Brasil, levam todos a produzirem mais riqueza para os mesmos. Os programas de bolsas famílias, gás e tantos mais, levam o miserável povo a achar que tudo mudou e que suas preces foram atendidas e impede-o de ver que por detrás daquela pele, lobos jaguaras... sarnentos, se escondem e escondem na Suiça, nas ilhas Cayman e demais esconderijos, tesouros, riquezas.

Etudomudaenadamuda.

Aesperançaétrocadaporcircoepão. A miséria permanece.

Os reis não possuem mais sangue azul, mas as riquezas continuam nos palácios.

E o povo miserável continua a viver um dia após o outro para um dia a menos precisarviverdepoisdooutro.

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