Mais uma vez
O que vemos e sentimos é que não estão ouvindo o som das ruas agitadas, de um povo revoltado, o grito forte, pois a luz da liberdade está ofuscada pelos desmandos e pela corrupção que impera por toda esta nação.
Por isso, mais uma vez pedimos que ouçam, senhores governantes, a voz do povo que não aguenta mais os desvios de verbas e as falsas promessas. O povo que não quer mais pessoas enriquecendo com o suor alheio, com a labuta de todos nós.
Nossa nação foi construída com o suor dos colonizadores, até mesmo dos conquistadores, mas logo foi dominada . O povo sofrido que aqui chegou sem expectativas, não queria mais lutar, e se fechou. Buscou seu sustento através do trabalho e manteve sua família sem lutar por seus direitos. Se dentro de seu lar e de seu trabalho a situação era tolerável, então estava tudo bem.
Nesta nação estranha, onde a maior revolução (1964) foi feita sem luta e sem derramamento de sangue do povo, os espertos, pertencentes a uma pequena elite política se deram bem. Os grandes empresários, em sua grande parte, se fecharam, aceitando pequenos benefícios. O povo trabalhou e gerou riqueza.
O país ficou rico e o povo continuou pobre.
Como num passe de mágica, o povo acordou, se livrou das mordaças e das algemas férreas, e buscou, em alto brado, ecoar seus anseios, suas necessidades. Nada mais do que suas necessidades.
Um momento histórico que precisa ser amplificado até as próximas eleições, onde lá sim, o brado das ruas terá mais vez, retirando do poder os que o denigrem e o apodrecem.
Pois não acreditamos na necessidade de sangue para chegarmos as conquistas. Acreditamos sim na luta organizada, sem vandalismo, que só engrandece uma nação.
Senhores governantes: o povo só quer respeito.






