SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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HORIZONTE DE LUZ

Justiça, Perdão e Misericórdia

Justiça, Perdão e Misericórdia
Arquivo Cabeço Negro

Conta-se que o

Imperador francês,

Napoleão Bonaparte (século XIX), fora procurado por uma mãe, cujo filho houvera sido condenado à morte. Muito humilde, exclama a genitora: -Peço que perdoe meu filho.

E o inflexível imperador responde: -Não posso, tenho que cumprir a lei.

Aflita, ela persiste: -Então, imploro a vossa misericórdia.

Napoleão, imponente e decidido, sentencia.

-Mas ele não merece.

Com firmeza e muita coragem, aquela senhora fala ao soberano: -É exatamente por isso que te peço misericórdia, pois, se merecesse, pedir-te-ia justiça.

Caro leitor, independente do desfecho, o texto remetenos a uma profunda reflexão. Ser misericordioso é perdoar alguém, mesmo quando este, não tenha merecimento. Lembremos Jesus no Sermão do Monte: “Bem aventurados os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia”. Somos

Espíritos ainda imperfeitos, numa existência transitória, encarnados num planeta escola, a fim de nos aperfeiçoar. Devido a este nosso estágio transitório de imperfeição, a probabilidade de cometermos erros é grandiosa. Necessitamos de perdão e de misericórdia, constantemente. Mas e onde fica a justiça? E se o meu ato prejudicou alguém? Quem irá reparar o prejuízo? Nosso censo de justiça, ainda que muito distante do ideal, pede que reparemos aquilo que danifiquemos. Se imperfeitos, como somos, já temos esta noção, quiçá Deus, a Inteligência Suprema. A justiça divina manifesta-se por uma lei universal: Ação e Reação ou Causa e Efeito. A cada ação, corresponde uma reação, assim como não existe efeito sem causa. Colheremos sempre os frutos daquilo que semeamos. Se plantarmos boa semente, colheremos os frutos deste trabalho. Todos estão inseridos nesta lei. Todas as transgressões às Leis Divinas nos trarão algum tipo de dor ou aflição. Logo, se sofremos é sinal que não estamos cumprindo a lei. As Leis Divinas estão inscritas na nossa consciência. É o nosso tribunal íntimo, não podemos escapar desse julgamento. À medida que avançamos em conhecimento e moralidade, vamos sentir a necessidade de quitar nossos débitos perante nossa própria consciência. Costumamos dizer que “pesa a consciência”. Aí vem o arrependimento e o início do longo caminho do resgate. O Amor é o princípio da Lei Divina. Segundo João Evangelista, “Deus é Amor”. Assim como existe um mecanismo de aplicação da Justiça Divina (Ação e Reação), também existe um mecanismo de aplicação da Misericórdia Divina, onde “Um ato de Amor, cobre uma multidão de pecados”.

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A palavra “Pecado” (grego “hamartia”) significa “Errar o Alvo”, ou seja, não atingir o objetivo, a finalidade. Nosso objetivo é evoluir, é tornarmo-nos “Homens de Bem”, que pratiquem o bem e não o mal é tornarmo-nos mais humildes e menos orgulhosos. Esta a razão de estarmos todos matriculados na mesma escola (a Terra). Estamos aprendendo a Amar. Deus, na sua infinita sabedoria, enxerga cada um de nós, já como um Espírito Superior, pois este é o nosso determinismo.

Essa também é a visão do Cristo para com a humanidade terrestre. Lembremo-nos do seu ato de amor e misericórdia quando roga ao Pai: “Perdoai-os, pois não sabem o que fazem”.

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