SEE JORNAISTerça-feira, 27 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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Editorial

E agora?

E agora?

E tudo acabou

E tudo fugiu

E tudo se esfarelou

E agora, você?

Sua suave palavra

Seu instante de fúria

Sua voracidade e ignorância

Sua casa

Sua família

Sua tristeza

Sua insensatez

Seu desespero, e agora?

Com nada na mão

Quer abrir os caminhos

Não existem caminhos

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Quer morrer pela nação

Mas a nação sucumbiu

Quer liberdade

Liberdade não há mais

Se você gritar

Se você lutar Se você sonhar Se você dormir Se você cansar Se você morrer Mas você não morre

Você é duro!

Sozinho na multidão Qual um animal Sem sentido

Sem direção Sem parede Para se encostar Sem cavalo Para a galope fugir

Você não galopa Você marcha! Mas para onde?

Carlos Drummond de Andrade com seu “José” perdido, desconsolado e sem esperança nos inspira e remete aos tempos vividos, onde nossas instituições se perderam por decisões de algumas cabeças que tentam implantar um regime sem contraditório e totalmente controlado para que possam viver em seus palácios cheios de riqueza rodeados por seus exércitos.

Como “José” o povo brasileiro segue perdido no meio do caos, abandonado a própria sorte. Preso e algemado em campos de concentração como num passado não muito distante.

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Aqueles que deveriam proteger, apenas pintam os meios-fios como se nada estivesse acontecendo. Aqueles que deveriam manter a Lei e a ordem agem como servos de líderes medievais.

Qual futuro nos aguarda?

Nos restará apenas trabalhar para sustentar as “cigarras” que permanecem a cantar, sem encantar, mas com 10 bilhões para gastar?

Igualdade não é e nunca será o sinônimo de benesse. Igualdade é e será sempre o favorecimento para que vençamos pela meritocracia.

AssuntosCrônica

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