Prefeito de Garopaba é preso em operação contra corrupção em licitações
Prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento, preso nesta quinta (8) na 2ª fase da Operação Coleta Seletiva por fraudes em licitações de lixo desde 2016. Três prisões, afastamentos e R$1 mi sequestrados. Prefeitura garante serviços normais; defesa busca autos.

Foto: Divulgação/Polícia Civil - Prefeito de Garopaba é preso em operação da Polícia Civil de Santa Catarina
Prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento, preso nesta quinta (8) na 2ª fase da Operação Coleta Seletiva por fraudes em licitações de lixo desde 2016. Três prisões, afastamentos e R$1 mi sequestrados. Prefeitura garante serviços normais; defesa busca autos.
O que motivou a operação e quem foi preso
Nesta quinta-feira (8), a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a segunda fase da Operação Coleta Seletiva, prendendo o prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento (Progressistas), um servidor público do setor de licitações e contratos, e um empresário do ramo de coleta e reciclagem de resíduos sólidos. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva — medida judicial que mantém a detenção enquanto o processo corre para evitar interferências —, dois afastamentos cautelares de secretários municipais de Garopaba e 16 mandados de busca e apreensão em cidades como Garopaba, Pescaria Brava, Laguna e Tubarão. A ação ainda incluiu o sequestro de bens e valores na casa de R$ 1 milhão.
A operação, conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da DEIC com apoio de cerca de 50 policiais da DEIC e da 18ª DRP, teve mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). Os presos foram levados ao Presídio Regional de Tubarão. Para quem acompanha casos de corrupção no serviço público, essa prisão preventiva destaca como o Judiciário age para preservar investigações delicadas.
O esquema investigado: fraudes desde 2016
O inquérito policial, agora concluído, apura um suposto esquema de corrupção com repasses indevidos a agentes políticos e crimes licitatórios — fraudes em processos de concorrência pública e na execução de contratos, como superfaturamento ou direcionamento para empresas específicas. Os fatos teriam começado em 2016 e continuado mesmo após a mudança de gestão em Garopaba, estendendo-se de 2021 até os dias atuais, focando no setor de coleta seletiva de lixo.



