Médica de UBS é suspeita de fraude em licença saúde para atender em clínica particular em Florianópolis
A médica é investigada por supostamente atender pacientes em clínica particular enquanto estava afastada do cargo público por licença médica em Florianópolis.

A médica é investigada por supostamente atender pacientes em clínica particular enquanto estava afastada do cargo público por licença médica em Florianópolis.
Uma médica da rede municipal de Florianópolis é investigada por suspeita de fraude em licença saúde. De acordo com denúncias recebidas pela ouvidoria municipal, a profissional se afastou do cargo público por motivos de saúde, mas continuou atuando em consultório particular durante o período de licença. O caso levou à abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apura os indícios de irregularidade.
A servidora investigada é Naarai Camboim Bezerra, médica vinculada ao Centro de Saúde Pantanal, na capital. Ela entrou em licença para tratamento médico em fevereiro de 2025 — após um afastamento anterior, de dez dias, em dezembro do ano anterior. Entretanto, segundo denúncia feita em março, Naarai teria continuado a atender pacientes em clínica privada, contrariando as regras do afastamento remunerado.
Denúncia partiu de paciente e gerou investigação da prefeitura
A denúncia que deu origem à apuração foi feita por uma paciente à ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. Segundo o relato, um familiar da denunciante havia agendado consulta particular com a médica em horário que coincidia com o expediente da servidora na unidade pública.
“Ela está de atestado no postinho, mas no trabalho particular dela não está doente. Eu sei que isso não é certo. Acho errado com o dinheiro do povo” , relatou a denunciante em documento oficial.
Com base na informação, a Secretaria de Saúde iniciou uma investigação preliminar, que encontrou indícios de que a médica mantinha redes sociais e site profissional ativos durante o período de licença, com opção para agendamento de consultas particulares.
Prefeitura confirma indícios e abre processo disciplinar
A apuração interna foi encaminhada à Controladoria-Geral do Município (CGM) e ao MPSC. A CGM concluiu, em relatório datado de 28 de agosto, que houve “similitude de datas entre o afastamento médico e o exercício de atividades privadas compatíveis com o cargo” .



