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CORONEL VALDEMIR CABRAL:

“Haverá mudanças no modo de operação da PM do Estado"

É o que assegurou o novo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina

“Haverá mudanças no modo de operação da PM do Estado"
Arquivo Cabeço Negro

O novo comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina concedeu entrevista à Agência Adjori para falar sobre como deverá ser sua gestão no comando da Corporação. O coronel Valdemir Cabral, 55 anos, assumiu o cargo durante a cerimônia que comemorou os 179 anos de fundação da PM no Estado. Na instituição desde 1982, até então ocupava o posto de subcomandante-geral. Cabral desempenhou diferentes funções, com destaque para o comando do Bope, entre 2005 e 2008.

Segundo ele, haverá mudanças no modo de operação da PM do Estado.

"Agora vou dar o meu ritmo. E o meu ritmo é com policial na rua", afirma. Cabral reconhece a grande demanda por mais policiamento em SC. Em 2013, foi registra-da uma média de 2.950 ocorrências diárias, principalmente através das centrais que rece-bem ligações pelo 190. "Nossa missão é o policiamento ostensivo e por isso talvez seja necessário mexer em algumas coisas, como readequar escalas e horários. É preciso que a polícia tenha mais visibilidade".

Efetivos - Sobre a possível falta de efetivo que afeta as cidades do interior, o coronel aponta que caberá aos comandantes de cada região catarinense a responsabilidade de encontrar meios para amenizar esta deficiência. Conforme os indicadores regionais, o policiamento deverá ser reforçado nos locais de maior incidência de crimes. "É isso, principalmente, que vou cobrar dos comandos regionais". O coronel revela que algumas operações já estão sendo articuladas, juntamente com a Polícia Civil, com o objetivo de efetuar a prisão de criminosos, muitos deles foragidos da Justiça. "Precisamos prender quem está cometendo crimes".

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Ocorrências - Para a Polícia Militar, existem três classificações de ocorrências: a prioritária, a chamada normal, e aquela que não tem pressa para ser resolvida. "Entre uma queixa de som alto e um assalto, logicamente o assalto será atendido primeiramente", diz ele. A classificação é feita pelo próprio sistema informatizado da PM com base em métricas préestabelecidas. É o próprio sistema, também, que aponta a viatura que está mais próxima do local e qual a equipe que deve fazer o atendimento.

Com relação às demandas dos municípios do interior do Estado, o coronel Cabral assinala que nos últimos dois anos foram contratados 2,5 mil novos soldados. Outros mil deverão se formar em julho. Posteriormente, há também a previsão de entrada de outros 500 novos PMs. "Nunca se teve um acréscimo tão grande no efetivo" ressalta. Entretanto, o quadro atual é o mesmo da década de 1980, com cerca de 12 mil policiais. A maior baixa ocorreu quando o Corpo de Bombeiros foi desmembrado da Polícia Militar.

De acordo com a previsão do novo comandante, em até cinco anos a PM deverá possuir um grupo de aproximadamente 18 mil policiais, caso seja mantida a média de contratações registrada no governo de Raimundo Colombo.

Com informações da Agência Adjori. Texto revisado pela redação.

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