Desabamento no Maracanã: Menina de 7 anos é resgatada viva após perder a mãe
No Maracanã, RJ, duas casas desabaram soterrando mãe e filha. Ágatha, 7 anos, foi resgatada viva pelos bombeiros; Michele, 40, morreu. Moradores relatam pânico. Defesa Civil isola área e investiga causas. Operação envolveu 50 militares.

No Maracanã, RJ, duas casas desabaram soterrando mãe e filha. Ágatha, 7 anos, foi resgatada viva pelos bombeiros; Michele, 40, morreu. Moradores relatam pânico. Defesa Civil isola área e investiga causas. Operação envolveu 50 militares.
Tragédia marcou a madrugada desta segunda-feira (2) no Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro. Duas casas de quatro pavimentos desabaram em efeito "panqueca", soterrando moradores. Entre as vítimas, a menina Ágatha Valentina, de 7 anos, foi resgatada com vida, mas sua mãe, Michele Martins, de 40 anos, não resistiu. O resgate emocionante mobilizou dezenas de bombeiros e reacende debates sobre segurança em construções antigas na cidade. Você já parou para pensar no que acontece em segundos que mudam vidas para sempre?
O momento do desabamento
Tudo ocorreu por volta das 3h, segundo relatos iniciais ao g1. Os prédios colapsaram uns sobre os outros, criando pilhas de concreto que prenderam as vítimas. Moradores vizinhos descreveram o barulho como um trovão repentino. O produtor cultural Tácio Simões Ventura, que mora na região, contou: "Foram cinco minutos, tudo muito rápido. Achei que fosse um trovão. Quando vi a parede estalando, mandei minha mãe sair na hora."
A empregada doméstica Lúcia Félix Martins estava dormindo quando o piso cedeu. "Eu não vi nada. Só senti ele [o filho] me puxando debaixo do concreto, eu e minha neta. Foi do nada", relatou ela ao g1. Já a estudante Gabriela Martins ficou com a perna presa ao tentar fugir: "Quando consegui sair, vi tudo caindo. Achei que minha mãe e minha filha tinham ficado embaixo, mas meu irmão as tirou." Esses testemunhos mostram o pânico puro: como reagir quando o chão some de repente?
Resgate heroico
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente, enviando 50 militares de sete unidades, incluindo o Grupo de Operações Especiais (GOE). Ágatha ficou presa junto com a mãe sob os escombros. Por volta das 6h24, os bombeiros a resgataram com vida e a levaram para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. A menina foi acalmada durante a operação: "Calma, a gente já vai te tirar. Já está quase acabando. Evita todo mundo falar com ela ao mesmo tempo", orientou um dos socorristas.



