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Defesa Civil

Defesa Civil Nacional nega alerta de desastre ao recomendar kit de emergência

Ministério da Integração afirma que orientação não está ligada a alerta nacional, mas monitora tempestades que já deixaram mortes e desabrigados no Sul

Defesa Civil Nacional nega alerta de desastre ao recomendar kit de emergência
Agência Brasil / Divulgação

A Defesa Civil Nacional publicou neste domingo, dia 8 de novembro, novo texto em suas redes sociais para esclarecer que a recomendação de preparar um kit de emergência não indica a existência de risco iminente. O órgão afirmou que a orientação tem caráter preventivo e pediu à população que não gere pânico com o assunto.

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A primeira publicação sobre o tema havia sido feita dois dias antes, quando a Defesa Civil incentivou os brasileiros a organizarem um kit com itens básicos para enfrentar até 72 horas sem assistência externa, tempo em que, segundo o órgão, a ajuda pode demorar a chegar em desastres de grande porte. A lista inclui dois litros de água potável por pessoa a cada dia, alimentos não perecíveis como enlatados e frutas secas, além de medicamentos de uso contínuo, remédios para emergências e material de primeiros socorros.

A orientação repercutiu nas redes, dividindo opiniões entre quem considerou a medida exagerada e quem temeu que ela antecipasse algum desastre em curso. Em nota divulgada na noite de sábado, dia 7, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, ao qual a Defesa Civil está vinculada, esclareceu que a recomendação não está relacionada a nenhum alerta nacional nem a previsão de interrupção generalizada de serviços públicos ou de abastecimento. Segundo o ministério, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil costuma divulgar periodicamente orientações de autoproteção, como já havia feito em publicações de 16 e 29 de março e 3 de abril.

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Apesar de negar relação direta com um desastre específico, o ministério confirmou que acompanha de perto as condições meteorológicas no Sul do país, onde chuvas e alagamentos têm causado estragos. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foram registrados sete tornados, com ventos que podem superar os 100 quilômetros por hora, e autoridades investigam a relação de ao menos quatro mortes com as tempestades. Para este fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho para eventos climáticos extremos na região. O cenário se soma ao que já havia sido registrado no Alto Vale do Itajaí: em 4 de novembro, Rio do Sul entrou em situação de enchente, e, segundo a Defesa Civil municipal, a cheia do rio Itajaí-Açu deixou 216 pessoas desabrigadas na noite de sábado, dia 7.

Com informações de Agência Brasil ↗. Texto revisado pela redação.

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