Corretora assassinada por síndico já denunciava agressões e medo pela vida
Corretora Daiane Alves Souza denunciou em maio/2025 agressões do síndico Cleber e filho Maicon, temendo pela vida. Assassinada em dez/2025, corpo em Ipameri; ambos presos. E-mail revela misoginia e disputa por locações em condomínio de Caldas Novas (GO).

Corretora Daiane Alves Souza denunciou em maio/2025 agressões do síndico Cleber e filho Maicon, temendo pela vida. Assassinada em dez/2025, corpo em Ipameri; ambos presos. E-mail revela misoginia e disputa por locações em condomínio de Caldas Novas (GO).
Daiane Alves Souza, corretora de 43 anos, enviou um e-mail desesperado em maio de 2025 ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas. Nele, ela relatava agressões e ameaças do síndico Cleber Rosa de Oliveira e do filho Maicon Douglas de Oliveira. Encontrada morta em 28 de janeiro de 2026, após desaparecer em dezembro de 2025, Daiane já temia pela própria vida. O documento, ao qual o G1 teve acesso, expõe um histórico de violência que levanta perguntas sobre como denúncias anteriores foram tratadas.
Histórico de agressões e denúncias anteriores
Tudo começou meses antes do crime. Em maio de 2025, Daiane registrou uma queixa de lesão corporal contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos. Segundo o depoimento dela à polícia, durante uma discussão sobre falta de água no apartamento, Cleber a agrediu com um soco no cotovelo. Ela filmou o momento, capturando a briga no condomínio no Centro de Caldas Novas, em Goiás.
Cleber, em seu depoimento posterior, alegou que Daiane o empurrou primeiro, fazendo o celular dela cair enquanto gravava. O G1 não obteve posicionamento da defesa sobre a lesão corporal. Esse incidente não foi isolado: o e-mail de Daiane revela um padrão de hostilidade.



