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Blumenau inicia pente-fino em contratos apontados em investigações do Gaeco; objetivo é proteger serviços esse

A Prefeitura de Blumenau iniciou auditoria em contratos citados nas operações Ponto Final e Sentinela para mapear riscos, garantir continuidade de obras e serviços e preparar planos de contingência caso empresas investigadas sejam impedidas de atuar. Comissão revisará cláusulas e fiscalização; transparência e responsabilização serão monitoradas.

Blumenau inicia pente-fino em contratos apontados em investigações do Gaeco

A Prefeitura de Blumenau iniciou auditoria em contratos citados nas operações Ponto Final e Sentinela para mapear riscos, garantir continuidade de obras e serviços e preparar planos de contingência caso empresas investigadas sejam impedidas de atuar. Comissão revisará cláusulas e fiscalização; transparência e responsabilização serão monitoradas.

A Prefeitura de Blumenau abriu, na semana passada, auditoria técnica em contratos citados nas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que motivaram as operações Ponto Final e Sentinela. A ação busca mapear riscos em contratos vigentes, propor correções e garantir a continuidade de obras e serviços caso empresas sejam impedidas judicialmente de atuar.

O que está sendo apurado

Segundo o governo municipal, comissões técnicas especiais revisarão cláusulas, cronogramas e mecanismos de fiscalização dos contratos relacionados às investigações. A meta declarada é identificar “pontos problemáticos” e já deixar planos de contingência prontos para evitar prejuízo à população se empresas investigadas tiverem contratos suspensos ou rescindidos.

Contexto das operações

Relacionadas a esquemas distintos, as operações do Gaeco atingiram contratos de obras e serviços em Blumenau:

Risco aos contratos em vigor

Relatórios jornalísticos a que a prefeitura teve acesso mostram que o Ministério Público analisou 32 contratos firmados com Blumenau, dos quais 31 teriam ligação com o “cartel de obras”, somando cerca de R$ 190 milhões. A Justiça, por sua vez, bloqueou bens e proibiu temporariamente seis empresas suspeitas de fechar novos contratos com entes públicos. O município possui cerca de 30 contratos ativos com essas empresas, o que motivou a verificação imediata por parte da administração.

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Medidas anunciadas pela prefeitura

O prefeito Egidio Ferrari afirmou que, caso uma empresa investigada não possa seguir prestando serviço, a administração terá soluções prontas para evitar impactos aos moradores. As comissões terão autonomia para:

A intenção declarada é aumentar o rigor nas contratações futuras e reduzir vulnerabilidades que permitam fraudes.

Situação das empresas investigadas

A Orcali, empresa alvo da investigação Sentinela, divulgou nota informando que acompanha o caso com “responsabilidade, cautela e absoluto respeito ao devido processo legal”. A empresa afirma não ter acesso integral aos autos até o momento e se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos, repetindo compromisso com ética e conformidade. Segundo a nota, suas atividades seguem normalmente.

O que muda para o cidadão

Na prática, a auditoria pretende evitar interrupções em serviços essenciais — por exemplo, fiscalização de obras, limpeza urbana e vigilância de equipamentos públicos — e diminuir riscos de aditivos indevidos ou atrasos. Se uma empreiteira for impedida de trabalhar, a prefeitura diz que já terá alternativas contratuais para não deixar obras ou serviços paralisados.

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