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Para a sua obra não virar criadouro de mosquito

Campanha do CREA/SC em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde percorre o Estado para vistoriar obras e alertar sobre os riscos

Para a sua obra não virar criadouro de mosquito
Na primeira visita, equipe encontrou larvas do Aedes Aegypti, transmissor do vírus de doenças como a dengue e a zika Divulgação

Uma construção pode ser a realização de um sonho, a concretização de um projeto e... um criadouro de mosquitos. Sim, caso não se tomem determinados cuidados, o acúmulo de água em obras pode acarretar na atração de insetos, inclusive o do transmissor dos vírus causadores da dengue, da zica e da chikungunya, que apresentam sinais e sintomas parecidos, mas têm níveis de gravidade diferentes e não há tratamento específico.

Por isso, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, Agronomia de Santa Catarina (CREA/SC) lançou a campanha “Vamos construir um ambiente livre do Aedes Aegypti”. Com apoio do Sistema Único de Saúde (SUS), Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) e Governo do Estado de Santa Catarina, equipes estão percorrendo canteiros de obras de todo o Estado, para orientar sobre ações preventivas, promovendo palestras e divulgando informações em meios digitais e impressos.

A primeira visita aconteceu no bairro São Vicente, em Itajaí, no Litoral Norte, onde fiscais da Secretaria Regional de Saúde encontraram larvas do mosquito na laje do 7º andar da edificação.

“Neste caso, escolhemos uma obra aleatória e, para a nossa surpresa, encontramos larvas do mosquito. Há muita possibilidade de acumular água parada nestes ambientes. No caso das lajes, é importante drenar ou secar a água”, destacou a coordenadora da campanha, a engenheira civil Caroline Burtet, que é assessora de Relações Institucionais do CREA/SC e coordena a campanha em todo o Estado.

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As amostras coletadas foram enviadas ao laboratório para confirmação. Itajaí é um dos 28 municípios considerados pela DIVE como infestados pelo mosquito. Santa Catarina registrou a primeira epidemia de dengue em 2015, com mais de 3 mil casos da doença.

Questão de saúde

A supervisora da dengue da Secretaria Regional de Saúde de Itajaí, Gabrieli Galvan, explica que eliminar os criadouros potenciais é a principal medida contra as três doenças transmitidas pelo mosquito. Cada fêmea coloca mais de 100 ovos por vez que podem durar até 18 meses fora da água. Somente as fêmeas picam e precisam de sangue para amadurecer os ovos.

Apesar de o mosquito sobrevoar a uma altura média de 80 centímetros do chão, podem subir pelas escadas ou elevadores e depositar os ovos nas lajes e outros locais dos andares superiores, como aconteceu na obra visitada. Em contato com a água, os ovos evoluem até se transformarem em mosquitos adultos. Quanto mais quente e úmido o clima, maior será a população de mosquitos.

Mais sobre a campanha

O objetivo da ação de fiscalização do CREA é de orientar e prevenir novos focos do Aedes Aegypti em obras de Santa Catarina. As visitas serão feitas na região dos 28 municípios considerados infestados pelo mosquito (inseridos em sete regionais do conselho). Os materiais distribuídos pelo CREA-SC trazem iniciativas simples que ajudam a prevenir a proliferação do mosquito nas construções (confira o quadro abaixo).

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Fique de olho!

Caixas e reservatórios de água: mantenha estes locais tampados.

Betoneiras: mantenha secas e de cabeça para baixo quando não estiverem em uso.

Lonas: guarde em locais secos e quando em uso esticadas, para evitar formação de bolsões de água.

Vaso sanitário, que fica com água, mas sem tampa (na fase da obra): no caso de obras, o vaso sanitário, mesmo que não esteja em funcionamento, é testado com instalação com água. Como a tampa é instalada apenas após a ocupação, a recomendação é cobrir o vaso com um plástico e grudar com fita adesiva.

Ralos: usar ralos com fecho “abre e fecha” ou usar uma telinha de mosquiteiro no ralo.

Cuidado com o lixo: vale lembrar que garrafas, copos, marmitas, tampinhas de refrigerante que ficam atirados no chão também acumulam água e podem se tornar criadouros de mosquitos.

Poços de elevadores: uma sugestão é usar uma tela de mosquiteiro. Peça auxílio da vigilância sanitária para se informar sobre a necessidade (ou não) de aplicar o larvicida oferecido pelo Ministério da Saúde.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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