SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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O perigo do câncer de pele

O perigo do câncer de pele
Arquivo Cabeço Negro

A exposição ao sol, sem proteção, pode causar câncer de pele, a forma mais comum de câncer no mundo - quase 3,5 milhões de casos por ano, que levam pelo menos 12 mil pacientes à morte. A dermatologista da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Anokhi Jambusaria, especializada em câncer de pele, fala sobre o que as pessoas devem saber sobre a doença e como preveni-la.

O câncer de pele é qualquer crescimento maligno na pele, que pode ser de dois tipos: melanoma e não melanoma. No caso do câncer de pele não melano ma, também há dois tipos mais comuns, o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer diagnosticado em todo o mundo. Na verdade, é mais comum do que o câncer de mama, câncer de pulmão e do que o câncer de cólon. O carcinoma de células escamosas, por sua vez, é o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo.

O melanoma, segundo Anokhi, é a forma mais fatal de câncer de pele, porque tende a se disseminar e atingir outros órgãos. Outros tipos de câncer de pele raramente se espalham para outras áreas que não a superfície da pele. Mas o melanoma, por ter essa capacidade de entrar em metástase, é o mais letal e se distingue de outros tipos de câncer de pele porque é uma proliferação das células que contêm grânulos de pigmento. Mas também pode ser originar de diversas partes do tecido mucoso, incluindo os da cabeça e do pescoço, bem como do trato gastrintestinal. Pode aparecer nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

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Sintomas

Frequentemente, as pessoas notam que algu ma coisa está crescendo em suas peles ou notam alguma mudança. Essa é o primeiro fator a ser observado. Tipicamente, esse câncer tende a ser assintomático. Isto é, não dá sinais de sua presença. Algumas vezes, esse cres cimento pode sangrar ou doer um pouco, quando pressionado.

Os tratamentos para o câncer de pele são individualizados. “Depende de cada paciente, do tipo de câncer de pele e como é visto no microscópio. Para um câncer de pele pequeno, em estágio inicial, muitas vezes um tratamento tópico ou um simples procedimento de raspagem podem ser o suficiente. Para um câncer mais agressivo, o médico pode recomendar que a lesão seja removida cirurgicamente”, explica

Chances de cura

No estágio 1, a probabilidade de cura de um melanoma é de cerca de 95%. “Por isso, a detecção precoce é fundamental. No caso de um melanoma mais denso (grosso, volumoso), confinado na pele, mas que ainda não se disseminou para os gânglios linfáticos ou para outro órgão do corpo (em estágio 2), a cura também é possível – a probabilidade de cura é de 70 a 80%. No estágio 3, o melanoma já “escapou” de seu confinamento na pele e atingiu os gânglios linfáticos. Nesse caso, há três fases diferentes – A, B e C, conforme a quantidade de gânglios linfáticos que foram atacados pelo melanoma. A probabilidade de cura pode cair muito, para cerca de 20%, se houver muitos gânglios linfáticos envolvidos. Mas pode cair apenas para 60 a 70%, se houver apenas um gânglio linfático atingido. O melanoma de estágio 4 é o que já se disseminou para além dos gânglios linfáticos e atingiu outros órgãos do corpo. Nesse caso, a probabilidade de sobrevivência é muito baixa. Em média, um paciente pode sobreviver entre meses a um ano. Mas novas terapias estão melhorando essas taxas.

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