Clínicas clandestinas de bronzeamento em Indaial são alvos de operação policial
Operação Contraluz do Gaeco desmantelou clínicas ilegais de bronzeamento UV em residências de Indaial (SC). Proibidas pela Anvisa desde 2009 por risco de câncer, elas burlavam fiscalização via redes sociais. Foram apreendidas câmaras e registros; perícia segue para mapear rede criminosa.

Operação Contraluz do Gaeco desmantelou clínicas ilegais de bronzeamento UV em residências de Indaial (SC). Proibidas pela Anvisa desde 2009 por risco de câncer, elas burlavam fiscalização via redes sociais. Foram apreendidas câmaras e registros; perícia segue para mapear rede criminosa.
O que aconteceu na Operação Contraluz?
Na tarde desta quinta-feira (29), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriu três mandados de busca e apreensão em Indaial, Santa Catarina. Os alvos eram clínicas clandestinas de bronzeamento artificial, instaladas dentro de residências comuns adaptadas para abrigar câmaras de radiação ultravioleta (UV). Essa prática é expressamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 56/2009.
Você já se perguntou por que esses estabelecimentos operam escondidos em casas? Os investigados usavam acessos restritos, portas de vidro com cortinas, horários alternativos ou até noturnos para fugir da fiscalização da Vigilância Sanitária. Pior: divulgavam os serviços abertamente nas redes sociais, com fotos de clientes "bronzeados", resultados de sessões e até imagens das câmaras UV. A investigação, batizada de Operação Contraluz, segue em sigilo de justiça, mas as evidências apontam para uma possível rede maior.
Por que o bronzeamento artificial é ilegal no Brasil?
A proibição não é à toa. Desde 2009, a Anvisa vetou o uso de câmaras de bronzeamento UV após estudos internacionais ligarem a radiação a riscos graves de câncer de pele. Pense nisso: a radiação UV das cabines é do tipo A e B, a mesma que causa queimaduras solares e envelhecimento precoce da pele. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Iarc), vinculada à OMS, o uso dessas cabines aumenta em até 75% o risco de melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele, especialmente se iniciado antes dos 30 anos.



