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ENTREVISTA

“Primeiro, tratamos de entender o que precisávamos comunicar”

Em entrevista à Agência Adjori de Jornalismo, o secretário de Comunicação do governo do Estado de Santa Catarina, Walter Bier, falou sobre a estratégia da pasta para divulgar os atos de governo e sobre Jornalismo Multiplataforma. Na pasta desde o começo deste ano, Bier tem um currículo extenso na área de comunicação. É administrador e especialista em marketing. Atuou como executivo do Grupo RBS durante 16 anos como diretor geral de Operações Multimídia e como diretor-geral de Jornais e Internet. Também foi gerente de marketing do Grupo Sonae, que tem os supermercados Big e Nacional.

“Primeiro, tratamos de entender o que precisávamos comunicar”
Walter Bier, secretário de Comunicação de Santa Catarina, fala sobre estratégias de divulgação do governo Marcius Furtado/SecomSC

Agência Adjori de Jornalismo: Eu gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a estratégia de comunicação da Secretaria, na sua gestão.

Walter Bier: Como comentei no Congresso da Adjori e venho falando desde que assumi a Secretaria, nós precisamos e temos olhado a comunicação da forma mais ampla possível. Dito isso, enxergamos a comunicação com assessoria de imprensa, com as redes sociais - que hoje têm sido muito importantes - e também na forma de campanhas de divulgação. Então, para todos os assuntos que queremos dar ênfase, tentamos entender quem é o nosso público e qual é o meio que vamos usar para divulgar. Algumas informações se prestam mais para a imprensa, outras às redes sociais, outras à divulgação e muitas delas se prestam a todos estes meios. É esse o trabalho que a gente vem fazendo.

Adjori: O governo tem utilizado outras plataformas para fazer publicidade, certo? Não mais, apenas, o jornal impresso, a TV e o rádio.

Bier: Com certeza. Na verdade, do ponto de vista de divulgação, a gente primeiro tratou de entender um pouco qual era o propósito de cada secretaria, e o que precisávamos comunicar, enquanto governo do Estado, e, a partir daí, trabalhamos em um planejamento. Esse planejamento seguiu da maneira como estávamos idealizando, mas a gente estava imaginando que, a partir de maio, poderíamos estar em um ritmo mais normal de comunicação. Mas, até maio, nós trabalhamos muito com campanhas de urgência e informativas, como dengue, como o serviço na agricultura para a entrega do calcário e algumas outras campanhas. O nosso planejamento estava organizado para começar em maio, mas as campanhas que bolamos para começar a por em prática acabaram perdendo o timing. Por isso, agora estamos trabalhando a partir de julho. São campanhas importantes, que começam a partir desta semana ou semana que vem, no máximo.

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Adjori: E estas campanhas previstas para julho também estão direcionadas ao público do interior do Estado?

Bier: Um dos pontos importantes é entender para que público você vai comunicar. Fizemos uma campanha sobre as barragens que era notadamente direcionada ao Vale do Itajaí. As campanhas que estamos colocando agora são para o Estado. Então, com certeza o interior será representado.

Adjori: O senhor estava falando sobre entender que público se quer atingir. As plataformas utilizadas para atingir este público também são muito importantes. E a complexidade disso, com o jornalismo multiplataforma, aumentou. Dá para comparar ser secretário de Comunicação hoje e há 5 anos?

Bier: Temos pensado nas plataformas a partir do produto – e quando falo em produto, falo de informação. Que produto cabe para cada plataforma? Por que a informação que cabe para o Facebook é diferente pro Twitter, pro Instagram, e assim por diante. Cada uma delas passa um tipo de informação. O primeiro processo que a gente fez foi o de gerar conteúdo. Começamos com isso há uns dois meses, com uma integração muito grande entre a equipe de imprensa e a equipe de internet. Hoje, temos vídeos muito legais, que deram muitas visualizações, como a construção da ponte em duas horas, a construção da casa em 48 horas. Também temos mostrado a dinâmica do governo, o que tem acontecido, de como estamos aprovando coisas importantes. Temos contado isso para a população, e isso tem dado um incremento nas redes sociais do Governo. Estamos com um número grande de visualizações e de compartilhamentos, que mostra que nosso conteúdo está interessante e importante. Mês passado tivemos 1 milhão e 800 mil impactos ao longo de um mês. Isso é muita coisa. E isso só reforça o nosso posicionamento e reforça a importância de trabalharmos integrados.

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Adjori: Por que o senhor acha que o vídeo tem dado tanto resultado no mercado e para o governo também?

Bier: As pessoas gostam de ver os vídeos, elas absorvem a informação de uma forma mais fácil, mais instantânea. Nós estamos focados na informação que é de utilidade para a população catarinense - esse é o ponto. Vamos fazer, por exemplo, um trabalho forte nas redes para a Santa Catarina Turismo (Santur), para vender o Estado de Santa Catarina. Será um trabalho bem bacana, estou com uma alta expectativa. Nós entramos com uma campanha muito bonita, que tem sido elogiada no Brasil inteiro por todo o trending do turismo, e isso ajuda Santa Catarina, nesse momento em que o dólar está alto, a trazer mais turistas e gerar mais negócios, e incentivando o turismo dentro do Estado também.

Adjori: Vocês têm números da mobilidade turística catarinense dentro do Estado?

Bier: É um número relevante, cerca de 30% que, cada vez mais, estão buscando as belezas do seu próprio Estado. Então, as pessoas que moram no Litoral, principalmente no inverno, querem conhecer a Serra Catarinense, que é uma região espetacular, e os serranos, no verão, têm acesso ao Litoral, que também é espetacular. As festas como a Oktoberfest, a Festa do Pinhão, este turismo tem gerado muito impacto e muita circulação de pessoas, isso é bom porque roda a economia. No momento em que estamos é importante conseguir fazer com que a economia gire e que se mantenham os empregos dos catarinenses.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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