Indaial reduz secretarias e cargos comissionados para conter crise financeira
Prefeito estima economia de cerca de meio bilhão de reais por mês com medidas que entram em vigor na terça-feira, dia 3

A prefeitura de Indaial publicou nesta sexta-feira, dia 30, um decreto de contenção de despesas para enfrentar uma crise financeira que, segundo o prefeito Silvio César da Silva (PL), se agravou neste ano. O documento, divulgado no Diário Oficial dos Municípios, reúne um conjunto de medidas que inclui corte de cargos, fusão de secretarias e redução de jornada no setor administrativo.
Pelo decreto, o número de secretarias municipais cai de 12 para sete, com a unificação de algumas pastas. A reorganização deve resultar em corte de 20% nos cargos comissionados: hoje são 94 pessoas nessa função, número que deve cair para 75. Gratificações de função também devem ser reduzidas.
A partir de terça-feira, dia 3, o atendimento administrativo da prefeitura passa a funcionar das 7h30 às 13h30, sem intervalo. Segundo o prefeito, a mudança não afeta postos de saúde, creches e escolas, e tem como objetivo reduzir os custos com vale-alimentação pago aos servidores. Conforme o decreto, o conjunto de medidas vale por pelo menos cinco meses.
De acordo com Silvio, Indaial paga atualmente cerca de R$ 4 milhões por mês em empréstimos contraídos ao longo dos últimos 20 anos, a maior parte referente a juros. O prefeito afirmou que já tentou renegociar essas dívidas com bancos, mas a primeira rodada de conversas não trouxe o resultado esperado. Ainda assim, ele garante que as tratativas devem continuar.
A crise não é recente: desde 2025 a administração municipal enfrenta dificuldades para fechar as contas. Naquele ano, a criação de um comitê para revisar contratos já havia gerado uma economia de R$ 20 milhões aos cofres públicos, mas, segundo o prefeito, isso não foi suficiente para equilibrar o orçamento.
Outra frente da prefeitura é pleitear um valor maior do Fundo de Participação dos Municípios. Silvio contesta a estimativa do IBGE de 79,5 mil habitantes e defende, com base em dados de saúde, educação e registros de água, luz, nascimento e óbito, que a população real seria de 94 mil moradores. Se o número for reconhecido, Indaial passaria a receber R$ 460 mil a mais por mês, o que mudaria a faixa de repasse do fundo.
Com informações de NSC Total ↗. Texto revisado pela redação.







