As eleições 2016 são o tema principal do XIV Congresso Catarinense de Municípios
Orientar prefeitos e gestores municipais sobre a segurança jurídica dos seus atos neste período é uma das preocupações da presidente da Fecam, Sisi Blind. Boas práticas na administração pública, troca de experiências para encontrar soluções a problemas comuns também estão na pauta

As eleições de 2016 são o tema principal do XIV Congresso Catarinense de Municípios, promovido pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam), que reunirá prefeitos e gestores municipais de todo o Estado entre os dias 15 e 17 de março, em Joinville. Na pauta do evento estão assuntos como as condutas vedadas, o encerramento dos mandatos, a legislação vigente e respectivas mudanças, e as ferramentas técnicas aos gestores.
“Estamos próximos a uma eleição municipal e este é um momento importante para levantarmos esta reflexão e levarmos adiante este conhecimento. O motivo da escolha do tema leva em consideração a necessidade de construir uma segurança jurídica para os prefeitos e para os municípios”, destaca a presidente da Fecam, prefeita de São Cristóvão do Sul, Sisi Blind.
Boas práticas na administração pública, as oportunidades de ações conjuntas com os governos federal, estadual e sociedade civil organizada, além de troca de experiências bem sucedidas para o desenvolvimento regional também serão discutidas.
Responsável pela conferência de abertura do Congresso, o economista e colunista dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo, Raul Velloso, que é PhD em economia pela Yale University e ex-secretário nacional adjunto e de assuntos econômicos do Ministério do Planejamento, destaca a necessidade de se evoluir na reflexão do modelo econômico brasileiro, a necessidade de alterá-lo e as maneiras de fazê-lo. Com os recursos federais e estaduais sendo destinados quase que exclusivamente para cobrir o atendimento básico da população em áreas como saúde e educação, os municípios brasileiros têm uma dificuldade real de investir em desenvolvimento.
“O Brasil não pode se dar ao luxo de crescer pouco, é preciso se livrar da síndrome da galinha, que só atinge voos baixos e cai novamente. É preciso pensar o modelo econômico do país e se ele se sustenta”, destaca o economista.
Com o tema "Perspectivas para o desenvolvimento sustentável do país na próxima década" o economista abordará, durante a conferência de abertura, a realidade vivida hoje pelo Brasil. "Essa talvez seja a maior crise que o Brasil já viveu. Precisamos discutir o que levaram a este quadro e os principais caminhos para sairmos dele", coloca.
Para o economista, é muito importante que os gestores públicos entendam o papel deles no enfrentamento da crise nacional. "Em um momento em que o país não cresce porque os investimentos privados pararam, o setor público pode substituir estes investimentos", concluiu Velloso.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (Agência Adjori). Texto revisado pela redação.






