André Vechi assume presidência da Amve e destaca mobilidade, defesa civil e cidades inteligentes como priorida
Com nova diretoria empossada, a Amve inicia um ciclo com ênfase em soluções regionais para trânsito, prevenção de desastres e uso de tecnologia na gestão pública. A entidade aposta na cooperação entre os 14 municípios do Vale Europeu para qualificar serviços, buscar recursos e reforçar a sustentabilidade.

Michele Prada/assessoria Amve - André Vechi assume presidência da Amve e destaca mobilidade, defesa civil e cidades inteligentes como prioridades
Com nova diretoria empossada, a Amve inicia um ciclo com ênfase em soluções regionais para trânsito, prevenção de desastres e uso de tecnologia na gestão pública. A entidade aposta na cooperação entre os 14 municípios do Vale Europeu para qualificar serviços, buscar recursos e reforçar a sustentabilidade.
O início de uma nova gestão na Associação de Municípios do Vale Europeu (Amve) marca também um novo ciclo de prioridades para a região. Ao assumir a presidência da entidade, o prefeito de Brusque, André Vechi, colocou mobilidade urbana regional, defesa civil e cidades inteligentes no centro da agenda política dos 14 municípios do Vale Europeu.
O que é a Amve e por que essa presidência importa
A Amve reúne 14 municípios do Vale Europeu catarinense com o objetivo de articular pautas regionais, apoiar a gestão pública local e defender interesses comuns junto aos governos estadual e federal. Na prática, ela funciona como uma “mesa de diálogo” permanente entre prefeitos, equipes técnicas e outras instituições, facilitando soluções conjuntas para problemas que nenhum município consegue resolver sozinho.
Quando a presidência da Amve muda, mudam também os temas em destaque, o ritmo das pautas e a forma de interlocução com outras esferas de governo. É por isso que a posse de André Vechi, com um discurso focado em mobilidade, defesa civil e cidades inteligentes, sinaliza ajustes importantes na agenda regional para 2026.
Posse, nova diretoria e Conselho Fiscal
A posse de André Vechi ocorreu durante assembleia geral ordinária, com a presença de prefeitos dos 14 municípios que integram a Amve. No mesmo ato, foram oficializados os novos integrantes da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal, consolidando a governança da entidade para o ano.
Na Diretoria Executiva, além de Vechi na presidência, foram empossados:
O Conselho Fiscal é formado pelos prefeitos de Apiúna (Marcelo Doutel da Silva), Ascurra (Arão Josino da Silva), Botuverá (Victor José Wietcowsky), Gaspar (Paulo Norberto Koerich), Guabiruba (Valmir Zirke) e Pomerode (Rafael Ramthun). Esse desenho busca equilibrar diferentes perfis de municípios – maiores e menores, mais urbanos ou com características rurais – dentro da tomada de decisão regional.
Cooperação regional como eixo da nova gestão
Logo ao tomar posse, André Vechi ressaltou que a prioridade é fortalecer a atuação conjunta entre os municípios do Vale Europeu. A ideia central é simples, mas estratégica: problemas comuns, como trânsito, eventos climáticos extremos ou segurança, ficam mais fáceis de enfrentar quando cidades planejam de maneira integrada.
Na prática, isso significa ampliar fóruns técnicos, construir agendas regionais e buscar projetos que envolvam dois ou mais municípios ao mesmo tempo. Vechi tem defendido que a Amve seja mais do que um espaço de troca de experiências, assumindo papel ativo na articulação de recursos e na coordenação de ações com o governo de Santa Catarina e, quando necessário, com o governo federal.
Mobilidade urbana regional: um desafio compartilhado
Um dos pontos mais enfatizados pela nova presidência é a necessidade de repensar a mobilidade urbana em escala regional. O Vale Europeu convive com crescimento acelerado, aumento da frota de veículos e estradas que frequentemente concentram congestionamentos, especialmente nos deslocamentos intermunicipais.
Quando se fala em “mobilidade urbana regional”, não é apenas o trânsito interno de cada cidade: entram nessa pauta o transporte coletivo entre municípios, a ligação com rodovias estaduais e federais, a segurança viária e até o impacto do turismo na circulação diária. Na prática, o primeiro passo costuma ser mapear gargalos comuns, priorizar corredores estratégicos e buscar projetos integrados para captação de recursos, como duplicações, acessos, terminais ou sistemas de transporte mais eficientes.
Uma dica útil para o cidadão é observar se, ao longo do ano, começam a aparecer audiências públicas, planos de mobilidade ou consultas abertas ao público promovidas pela Amve e pelas prefeituras. Participar desses espaços é uma forma direta de influenciar o planejamento dos próximos anos.
Defesa civil e eventos climáticos extremos
Outro foco da gestão de André Vechi é a defesa civil, tema sensível no Vale Europeu, historicamente afetado por chuvas intensas, enchentes e deslizamentos. Episódios recentes em Santa Catarina reforçaram a percepção de que as cidades precisam estar mais preparadas – tanto na prevenção quanto na resposta rápida a desastres.
Ao tratar a defesa civil como prioridade regional, a Amve pode atuar em frentes como:
Na prática, isso significa que o cidadão pode se beneficiar de sistemas de alerta mais eficientes, planos de evacuação melhor organizados e investimentos em obras que reduzam a vulnerabilidade de bairros inteiros. Perguntas como “minha rua está em área de risco?” ou “como vou ser avisado em caso de enchente?” tendem a ganhar respostas mais claras quando a defesa civil é tratada como política regional, e não apenas municipal.
Cidades inteligentes e foco em segurança pública
O conceito de “cidades inteligentes” aparece como terceiro eixo da nova presidência, com forte ênfase na segurança pública. Em linguagem simples, cidades inteligentes são aquelas que usam tecnologia, dados e inovação para melhorar serviços públicos e qualidade de vida.
No contexto do Vale Europeu, isso pode significar desde sistemas integrados de videomonitoramento e iluminação pública inteligente até plataformas que conectem dados de trânsito, saúde e educação para apoiar decisões de governo. Quando a segurança entra nessa equação, entram também soluções como centrais regionais de monitoramento, integração com as forças de segurança estaduais e uso de análise de dados para prevenir crimes.



