SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
PublicidadeAnúncio de OCROEDEL

Renovam-se as esperanças

A pessoa mais perigosa do mundo é uma pessoa sem esperança. E os fatos da semana exigem que, mesmo com reparos sobre a forma deascensãoaogovernoouà sua montagem, tenhamos esperança.

A realidade econômica brasileira é alarmante. Vivemos hoje a pior crise econômica de nossa história recente: o PIB brasileiro cairá 8% somados apenas 2015 e 2016. O PIB catarinense encolheu 4,1 % em 2015. De uma economia murcha, os Estados e Municípios receberão, obviamente, menos recursos através de impostos.Eacombinaçãoperversa se fecha com a inflação alta, superando 10% no último ano e indexando todas as despesas públicas. Ou seja, menos receita e mais despesas. Neste retrato, o rosto é o do abismo.

Quem acompanha a mídia nacional ou mesmo amplia a visão para as realidades regionais Brasil afora, constata a quebra dos estados brasileiros, sua total insolvência. Os hospitais já não mais atendem. Pacientes se acumulam por corredores ou nem são recebidos para o exercício daquilo que é um direito constitucional o acesso à saúde. A segurança pública colapsa e provoca o aumento da criminalidade em todas as regiões. Mais de 1,5 milhão de servidores públicos não estão recebendo seus salários. Chegamos ao ponto em que os estados, grandes e pequenos, estão literalmente quebrados.

PublicidadeAnúncio de HB

Aqui em Santa Catarina, fruto da qualidade da gestão pública e da ousadia de reformar as nossas estruturas e nossas legislações - sobretudo aquelas que mais despendem recursos públicos - vivemos uma realidade diferente. Mas a profunda e inimaginável crise, que já se arrasta para além do terceiro ano, certamente já se faz sentir entre os catarinenses.

Quando indagado sobre finanças públicas, digo sempre que no Brasil temos duas notícias reais: a primeira é que neste atual modelo todos os estados brasileiros vão quebrar. A segunda é que Santa Catarina até poderá ser o último da fila, mas, se nada mudar na conjuntura nacional, quebrará também.

Por isso o Brasil precisa voltar a crescer. Por isso o momento é de esperança na mudança de rota, que precisa desviar o país do abismo ao qual nos aproximamos cada vez mais perigosamente. Que o novo governo federal tenha a consciência de que não precisamos aumentar ou criar impostos para tapar buracos financeiros.

Precisamos de crescimento econômico. Crescimento que somente acontecerá se o estado brasileiro pesar menos sobre os ombros da sociedade. Crescimento que somente acontecerá se promovermos a competitividade com a correção de fraturas na infraestrutura logística e conquistarmos o aumento da produtividade, reconhecendo e remunerando por mérito. Crescimento que virá se voltarmos a ser um pancadas de chuva e país previsível, coerente com regras de negócios, com segurança jurídica, que respeite o investimento privado, TENDÊNCIA PARA OS PRÓXIMOS DIAS querealizecomqualidadeos direitos proclamados na Segunda-feira 23/05 nossa Carta Constitucional.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

E, por fim, crescimento econômico que somente acontecerá se o governo federal libertar os estados da pesadadívidapúblicaqueos sufoca e os leva à quebra.

Assim como no mito de Sísifo, bem lembrado pelo Procurador Geral de SC, que narra o esforço inútil de uma pessoa, seu árduo e rotineiro trabalho, que nunca será concluído – a dívida dos estados com a União em seus atuais termos está ligada à absoluta inutilidade do esforço de pagamento.

Por mais que houvesse o cumprimento régio das obrigações, a força irresistível do modelo contratual impõe a rolagem perpétua desses pagamentos. O país precisa mudar. E a mudança começa pela relação com os estados e municípios.

Leia também em Brasil

Receba as notícias de Ascurra e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.