Remédio Amargo
Com o país quebrado, Michel Temer e HenriqueMeirellesanunciaramasprimeiras medidas para tentar fazer o paciente voltar a respirar sem aparelhos no médio prazo. Em 2017, para os mais otimistas. O remédio, como não poderia ser diferente, é amargo. Mas não é ácido. Ao propor a instituição de um teto para os gastos públicos, limitado à inação do exercício (ano) anterior, o que não permitirá aumentos reais de gastos, coibindo a farra que o PT fez, setores como Saúde e Educação serão atingidos em cheio. Assim como as demais áreas. Duro. Porém, necessário.
Faz todo sentido. Se reduzirmos esse quadro a uma família brasileira, seria mais ou menos como sair do plano de saúde privado – o que muitas estão fazendo – parausaraestruturadoSUS.
A ideia ganhou roupagem de uma PropostadeEmendaàConstituição(PEC), que será enviada ao Congresso. Meirelles fez questão de frisar que não se trata de uma medida pontual. Trata-se de ação de controle de despesas para os próximos anos. Isto numa ponta. Na outra, o governo precisará administrar com maestria a dívida pública, que se aproxima de patamaresalarmantes.Enquantoaspropostas eram anunciadas, a revisão do abismo scal (chamado ludicamente de meta scal) começa a ser apreciada no Congresso.Erachegadaahoradaverdade!





