SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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Psicologia x Crise na economia

As doenças psicossomáticas e o momento de crise que vivemos

Não há como viver na negação. Vivemos um momento delicado! A crise econômica afeta diretamente o cotidiano e a saúde física e emocional dos cidadãos. O que enfrentamos não faz distinção entre patrão e empregado. Entre as angústias de se perder o emprego, cortar atividades simples que proporcionam bem-estar, o medo de não conseguir honrar seus compromissos nanceiros e cortar pessoal, está o grande mau do nosso tempo, as patologias psicossomáticas. Resigni car os bonsvividosnãoétarefafácil.

Afinal, qual é a relação crise e psicologia? A resposta não é obvia, porém, lógica. Se o corpo reflete o que pensamos e sentimos, podemos afirmar que as preocupações que muitos enfrentam afetam a saúde de cada um. As mudanças bruscas na economiaalteramrotinae,principalmente, geram problemas nanceiros. Isto bate na alma.

As doenças psicossomáticas não são exclusivas deste período, mas os fatores que desencadeiam estas doenças estão mais presentes. De um lado, o empregado que sofre com a angústia de perder o emprego, por exemplo. Fato que influência diretamente no bem-estar de uma família. A perda do emprego é considerada a segunda maior dor do mundo - quando o cidadão com cerca de 50 anos é o arrimo da família.

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Do outro lado temos o empregador que sofre para honrar os compromissos nanceiros. Os juros altos e a recessão são de difícil compreensão. O saudoso Dieter Schimitddiziaque“serempresárionoBrasil é igual a malabarista, pois vivemos na corda bamba." A necessidade de enxugar o quadro de empregados, geralmente, é o ponto mais crítico. O empresário pode não ter condições de demitir por não ter caixa para pagar a rescisão.

A crise econômica que vivemos afeta a qualidade de vida do cidadão que vive a angústia da incerteza e que abre mão de atividades que garantem o bem-estar. Isso gera mais tempo de trabalho e menos horas de sono, quase sempre conturbadas. É difícil passar ileso por esta fase, porém, é importante ter estrutura psicológica para enfrentar as dificuldades da forma consciente para que as doenças psicossomáticas não piorem, ainda mais, este período delicado.

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