SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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Coluna do Prisco

Pedido de inquérito contra Bauer

O futuro eleitoral do senador Paulo Bauer (PSDB) está nas mãos do relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. Encontra-se na mesa do magistrado o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para abrir inquérito acerca da suposta prática de caixa 2 na eleição de 2014, quando o tucano disputou o governo do Estado.

Segundo delação do ex-executivo Nelson José de Mello, o catarinense teria sido beneficiado com R$ 11,5 milhões irregularmente naquele pleito através da empresa Hypermarcas.

O senador vem negando veementemente a denúncia. No seu despacho, a PGR cita indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O esquema, ainda de acordo com o delator Mello, que deu as informações que originaram um inquérito já aberto contra o presidente do Senado, Eunício Oliveira, do MDB, se valia de contratos fictícios com empresas que nunca teriam prestado os serviços. Serviam apenas para repassar os recursos do Caixa2.

Tripé

A PGR cita que haveriam sido firmados contratos com um escritório de advocacia de Florianópolis, uma empresa de engenharia de Joinville e um instituto de pesquisas no Paraná.

Àguas de março

Fachin,que ainda não decidiu se libera a instauração do inquérito, autorizou a investigação em desfavor de Bauer em março deste ano. O futuro político do senador, que começou 2018 como favorito ao pleito de deste ano na bolsa de aposta estadual, transformou-se em uma incógnita.

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Defesa fala

Responsável pela defesa do senador Paulo Bauer, o advogado José Eduardo Alckmin assinou nota reiterando a inocência do tucano. A coluna lembra que quando Bauer foi lançado como nome do PSDB ao governo, em 19 de abril, ele deixou muito claro que não falaria mais sobre este assunto. Está cumprindo o que disse, deixando que seu advogado se manifeste. O senador não vai politizar a questão judicial. Não entrará nesse circuito, sendo que o uso político eleitoral da delação pode prejudicar o projeto do tucano, que almeja suceder Eduardo Pinho Moreira.

ForadaLavaJato

Na nota subscrita pelo advogado José Eduardo Alckmin, que já foi ministro do TSE, o causídico afirma que a denúncia “não tem nenhuma relação com fatos investigados no âmbito da“Operação Lava Jato.”

Sem novidade

Ainda de acordo com Alckmin, segundo quem Paulo Bauer “aguarda a possibilidade legal” par aprovar sua inocência,o“procedimento (pedido de abertura de inquérito por parte da PGR) constitui-se em mero episódio processual que não afeta, altera ou acrescenta fatos novos aos já conhecidos e mencionados pelo delator.”

Com informações de Coluna do Prisco (Adjori/SC). Texto revisado pela redação.

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