É preciso desenhar?
Como informei aos leitores, algumas pessoas envolvidas em processos não são citadas em nossas reportagens por tratarem-se de pessoas não públicas. Não foram eleitas e não escolheram se expor perante a sociedade. Só citamos os não políticos quando da condenação definitiva, mesmo assim com ressalvas, pois penas lançadas ao vento nunca mais serão totalmente recolhidas.
Digo isso, pois o vereador Clésio Bernardi continua citando o jornal Cabeço Negro, aos berros, nas sessões da Câmara, exigindo que tenha a coragem de citar as outras pessoas. Será tão difícil de entender assim? Será que terei de desenhar para ele entender?
Não citamos as duas pessoas físicas envolvidas neste processo e nem a outra que foi contratada pelo próprio Clésio para substituir o secretário anterior. Informo também que o secretário da Câmara citado no processo saiu em 2009 e as irregularidades apontadas continuaram ocorrendo até 2012. A culpa é desse funcionário, de seu sucessor, ou do desconhecimento dos ordenadores primários das despesas.
Afirmo que, em minha opinião, é um equívoco do MP buscar condenação de funcionários públicos pelos gastos gerados por administradores públicos. Funcionário só obedece ordens. Quem assinou como Presidente é quem tem que responder, pois ninguém pode alegar desconhecimento.
O senhor Clésio acusa o secretário da casa pelo seu erro, mas pergunto: por que o erro continuou até 2012?
Não concordo
Não aceito a manifestação feita na tribuna da Câmara por um dos líderes da manifestação do dia 15 em Apiúna. Não apoio baseado no princípio do respeito aos nossos edís. Todos que estão lá receberam significativa quantidade de votos e é inaceitável irmos lá na Casa Legislativa ofendê-los.
Ninguém aceitaria que uma pessoa, sem vínculo de amizade, entrasse em nossa casa para nos ofender.
É uma casa do povo? É, mas em nenhum lugar do mundo você entra em plenários dos legislativos com camisas com estampas ofensivas as mesmas e as entidades partidárias.
O que senti é que, pelo visto, as eleições de 2016 já começaram em Apiúna.






