SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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HORIZONTE DE LUZ

É lícito, mas edifica?

É muito comum no meio espírita a pergunta: O Espiritismo proíbe “isso”? e “aquilo”? Será que podemos fazer esta “coisa”? Para respondê-la, lembramos da instrução do apóstolo Paulo, em sua 1a epístola aos Coríntios: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm;todasascoisasmesãolícitas,mas nem todas as coisas edificam. (I Coríntios, 10: 23)

Ao analisar esta proposição formulada pelo “Apóstolo dos Gentios”, devemos nos situar no significado da palavra lícito. Segundo o dicionário Aurélio, “lícito” é tudo que é conformealei,tudoqueélegal.

Normalmente, quando fazemos ou tentamosresponderestapergunta,nãoestamos preocupados com as coisas humanas. Estas nós sabemos como conduzir. A preocupação normalmente é com as questões espirituais. Com isso entendemos que esta pergunta deveria ser formulada assim: De acordo com asleisdivinaspodemosfazeristo?Eaquilo? (...)Sabemos que a lei divina é revelada aos homens à medida de sua condição evolutiva, istonoslevaaraciocinarquedeacordocoma condição evolutiva da criatura é que ela vai analisaroqueéjustoounão.

A Doutrina Espírita não proíbe nada, um dos seus princípios básicos é o “livre-arbítrio” (todas as coisas são lícitas), assim sendo ela não é proibitiva, mas é educativa, no sentido de mostrar a verdade, e ensinar o caminho para consegui-la (mas nem todas as coisas edificam).

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O apóstolo, com este seu ensinamento, mostrasuacapacidadedesínteseeconsegue fechar todo o tema que ora estudamos: “Livre-arbítrio e Causa e Efeito”. Com a afirmação de que “tudo me é lícito”, ele mostra o livre-arbítrio, mas é taxativo ao afirmar: “nem todas as coisas edificam”, ou seja, nem todas as coisas nos conduzem para o caminho do Senhor, e é aí que a lei de causa e efeito atua de maneira a fazer voltar o ser à direção correta.Outracoisaaseranalisadaéqualonosso objetivo diante da vida. Ela nos oferece muitos prazeres de caráter transitório, mas se o nossoobjetivomaioréanossaevoluçãoespiritual, temos que buscar algo mais duradouro: o tesouro que o ladrão não rouba, nem a traça corrói.

Segunda-feira 20/06 (...)Portanto quando estivermos em dúvida sobre qual o caminho a seguir, usemos o nossodiscernimento,ebusquemospensarse não estamos trocando: O divino, pelo humano. O transcendente, pelo rotineiro. O que redime, pelo que cristaliza. O espiritual, pelo material. Os prazeres do Céu, pelas alegrias daTerra.

E lembremos sempre o que Ele, que é o Mestredosmestresnosdisse:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João, 14: 6)

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