SEE JORNAISQuinta-feira, 15 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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Coluna do Prisco

Dário na berlinda

Citado na delação da JBS, o senador Dário Berger divulgou nota oficial, afirmando, entre outras coisas, que votou em Luiz Henrique da Silveira, quando o catarinense disputou a presidência do Senado contra o notório Renan Calheiros, de Alagoas.Segun doa delação de Ricardo Saud, diretor da holding J&F, que controla o conglomerado dos Batista, Dário Berger recebeu R$ 1 milhão em propina para sua campanha em 2014. Tudo articulado por Renan, que recebeu o voto, de acordo com Saud, do senador catarinense. Renan venceu LHS por 49 a 31 em 1o de fevereiro de 2015, assumindo o quarto cargo mais importante na hierarquia da República.

O colunista acompanhou a aquela votação ao vivo pela TV.Quandochegoua hora de os catarinenses votarem, o tucano Paulo Bauer pegou Dário pelo braço e os dois foram até a urna. A votação era em cédulas de papel. Bauer votou e fotografou o próprio sufrágio: estava fechadíssimo com LHS, em quem realmente votou. O senador do PSDB então deu a vez ao conterrâneo do PMDB e ficou ali perto, esperando que Berger repetisse o gesto de registrar e tornar público seu voto. O que não aconteceu.

Mistério

Dário votou, dobrou a cédula e a depositou diretamente na urna, o que deixa uma enorme margem de dúvida sobre em quem realmente ele apoiou para o comando do Senado. Se o senador não convencer a aguerrida militância do PMDB que foi leal a LHS, sua intenção de virar candidato a governador não vai passar de um sonho.

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Desfiliação

A noite da última segunda-feira foi decisiva para o diretório municipal do PMDB de Canoinhas que, por unanimidade, oficializou pedido de saída do deputado Antônio Aguiar da sigla partidária. O documento tem como base a ausência de Aguiar de eventos do partido nos últimos três anos e a falta de apoio do parlamentar nas eleições municipais em 2016.

Zombaria

No último pleito eleitoral, às vésperas das convenções partidárias, a esposa do deputado, Marilu Aguiar, pediu desfiliação do PMDB para apadrinhar os candidatos da coligação PSD/PR. Para o presidente do PMDB de Canoinhas, Alessandro Décio Damaso, Antônio Aguiar zomba do PMDB ao apoiar adversários e continuar no partido.

Onda Bolsonaro

A passagem de Jair Bolsonaro por Santa Catarina escancarou aquilo que já se sabia nos bastidores: duas lideranças expressivas d oPMDB estadual,osdeputados Rogério Peninha Mendonça (federal) e Aldo Schneider (estadual), acompanharam boa parte dos roteiros do pré-candidato à presidência. Peninha, aliás, articulou a vinda de Bolsonaro ao Estado, onde a receptividade foi enorme. Como o PMDB não tem candidato a presidente, os dois catarinenses já se posicionaram. Resta saber se mais lideranças do Manda Brasa Barriga-Verde vão aderir à onda Bolsonaro!

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Modus Operandi

A unidade do grupo JBS localizada em Itaiópolis (Macedo Agronindustrial), norte de Santa Catarina, foi condenada pela Justiça do Trabalho de Mafra a pagar uma indenização deR$12milhõespordano moral coletivo, em ação do Ministério Público do Trabalho (MPT-SC). A sentença também obriga a empresa a ajustar a jornada de seus empregados aos parâmetros legais e pagar horas extras aos trabalhadores prejudicados.

Reflexos políticos

Analisando friamente, a saída de Antônio Gavazzoni do governo é mais complicada, neste momento, para Raimundo Colombo do que para Gelson Merisio. Independentemente de optar ou não pela renúncia no ano que vem, o governador entra na reta final de seus dois mandatos consecutivos.

E o ex-secretário continuaria tendo papel fundamental para o fechamento da era Colombo em Santa Catarina. Ele é criativo, competente, engenhoso, preparado e eficiente. Fará, sem sombra de dúvidas, muita falta, pois não se dedicava unicamente a resolver os assuntos fazendários.Suainfiuênciaiamuitoalém.

A baixa também alcança o précandidato do PSD ao governo.Osdoissão cunhados e têm uma relação de confiança de longa data. Mas os reflexos são menos piores para Merisio. No médio e longo prazos, a tendência é toda a situação de instabilidade atual se diluir, dirimindo os danos ao projeto eleitoral do grupo que administra o Estado.

Defesa

Há pelo menos um aspecto relativamente à saí dade Antônio Gavazzoni do Centro Administrativo. Sua dedicação à própria defesa pode trazer reflexos positivos aos demais integrantes do grupo político citados por delatores. A começar pelo governador.

Memória

Em 2007, o segundo mandato de Luiz Henrique da Silveira estava no fio da navalha, ameaçado em um processo de cassação pelo TSE. O placar chegou a estar 3 a 0 contra LHS. À época, já secretário da Fazenda, Gavazzoni se licenciou e mergulhou de cabeça no imbróglio jurídico. Desempenhou, para variar, papel fundamental. Luiz Henrique, como se sabe, virou o jogo, deu continuidade ao seu mandato, renunciou no último ano e se elegeu senador.

Com informações de Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. Texto revisado pela redação.

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