SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
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De Olho no Futuro

Civismo disfarçado

No dia 7 de setembro pudemos acompanhar o desfile cívico do Dia da Independência. Neste dia eu refleti e percebi algumas coisas que mudaram nestas últimas décadas. Conversando com um professor que contribuiu com minha formação, cheguei a algumas conclusões, ou melhor, algumas indagações.

Em junho passado, o povo foi às ruas atrás de um futuro melhor, atrás de mudanças urgentes na política, para que refletisse numa melhora de vida para todos nós, para que refletisse num Brasil melhor. Porém, este mesmo Brasil foi esquecido no dia 7 de setembro. Mas não foi esquecido somente neste último ano. Ele vem sendo esquecido já há alguns anos. O que antes era uma forma de respeito, uma forma de amor à pátria, hoje é visto como um incômodo. Nosso patriotismo está dirigido apenas à seleção de futebol, quando todos cantam o Hino Nacional com a mão no coração e alegria no rosto.

Penso que nosso país é bem mais que isso. Sofremos muito com a corrupção, com a violência e com todas as dificuldades sociais que nos atingem, mas não devemos nos deixar abater. Devemos lembrar que o Brasil pode e deve ser maior que isso. Nossa bandeira deve ser referência perante o mundo não somente pelo futebol, mas pelo povo que não vai deixar que um bando de políticos tire a paixão e o orgulho de se viver aqui.

Nosso patriotismo e civismo não devem ter dia marcado, devem ser realizados todos os dias.

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