Brasil está na contramão do mundo ao manter maioridade aos 18
Nesta terça-feira a disputa foi acirrada, numa votação que se estendeu noite adentro. Ao nal, os deputados federais que defendiamareduçãodamaioridade penal para 16 anos não obtiveram os 308 votos necessários e saíram derrotados. O deputado catarinense, Peninha, cou indignado com o resultado. “Conseguimos 303 votos, e só faltaram 5 para que menores delinquentes pudessem ser punidos com rigor pelo crime que praticaram. Como estava em discussão uma Proposta de Emenda à Constituição, precisávamos do apoio de 60% dos parlamentares eleitos. Foi por pouco!”, explicou o deputado Rogério Peninha Mendonça ao término da sessão, por volta das 2h da madrugada.
A proposta previa redução da maioridade penal para crimes classicados como hediondos: estupro, homicídio qualicado e latrocínio. Também estariam sujeitos à prisão, os menores que cometessem lesão corporal grave, lesão corporal seguida de morte ou roubo agravado – quando há sequestro, ou participação de dois ou mais criminosos. A matéria também estabelecia que os delinquentes de 16 a 18 anos cumpririamapenaemestabelecimentos separados dos demais.
Peninha criticou com vigor o que ele classicou como o “lobby da bandidagem”, e se referiu à rejeição da proposta como um retrocesso para o país: “Países desenvolvidos, com mentalidade e histórico de elevado progresso, tratam bandido como ele tem que ser tratado. Nós, aqui no Brasil, continuaremos passando a mão na cabeça desses brutamontes que a esquerda insiste em chamar de crianças. Estamos na contramão do mundo”. Pesquisa feita pelo instituto Datafolha revelou que 87% da população brasileira apoia a redução da idade penal.
Mesmo com o projeto rejeitado, a Câmara dos Deputados ainda poderá votar em plenário a proposta original da PEC, que reduz a maioridade penal para qualquer tipo de crime, e não só para crimes graves. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, que defende a aprovação da proposta, adiantou que isso deve ocorrer na próxima semana ou após o recesso parlamentar de julho.
Quatro parlamentares catarinenses votaram contra: Celso Maldaner, Carmen Zanotto, Décio Lima, Pedro Uczai.
Bem que estes poderiam levar estes criminosos para morarem em suas mansões.
Que tal?






