A mesma opinião
A cidade cresce, mas desordenadamente. Cresce nos morros, nos banhados, em áreas de preservação. Depois que municipalizaram algumas funções, da Fatma, para liberação de licenças ambientais, a cada dia construções se proliferam de forma que levantam nossas suspeitas sobre suas legalidades.
Uma casa construída em uma grande área de mata, onde para a mesma ser erguida foi suprimida uma boa área de mata nativa. Loteamentos construídos após o aterro de uma lagoa. Loteamentos que ao final ficam sem área verde através de decretos do Prefeito.
Hoje, andamos para trás. Enquanto o mundo se preocupa com a preservação, nossos políticos e cidadãos, mais abastados, caminham na direção oposta: desmatam, destroem, constroem prédios e praças sem árvores. Só concreto.
Onde vamos chegar com isso?
Não podemos prever, mas sabemos que este filme não terá um grande final.
A preservação do ambiente e principalmente das águas é necessária e urgente. O mundo, nossa cidade, não pode mais esperar, enquanto uns poucos lucram, e muito, com a destruição.
Sabe, já escrevemos sobre isso, falamos, criticamos e não encontramos eco. Será que a maioria é a favor das ilegalidades? Será que se derem um jeitinho para arrumar o meu lado, me beneficiar, vale tudo?
Não queremos acreditar nisso, e por isso voltamos a lançar nosso grito para que a lei prevaleça.





