A lista e as listas

A semana começou cercada de expectativas acerca da divulgação dos nomes na primeira leva de inquéritos, baseados nas 77 delações da Odebrecht, remetidos pelo procurador geral, Rodrigo Janot, ao Judiciário. Estimava-se que viriam à luz o nome de pelo menos 80 políticos.
Boa parte ou quase que a totalidade dos envolvidos adotou práticas de Caixa 2, que é dinheiro de corrupção, de propina,para financiar campanhas eleitorais.
Segundo manifestação do STF, mesmo a contribuição registrada (caixa 1), com indício sde origem duvidosa,éconsiderada ilegal, a turma em Brasília acelera o passo para se cercar de garantias. Além da movimentação para descriminalizar o caixa 2 praticado nas campanhas passadas, lideranças se mobilizam e voltam a falarem mudanças no sistema eleitoral.
Romaria
O fim de semana foi movimentado na casa do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia.O prato principal dos encontros foi a ressurreição do voto em lista (quando o eleitor vota exatamente em uma lista partidária e não em um candidato). Como pano de fundo, a possibilidade de “despersonalizar” o crime de caixa 2, pois partido político tem CNPJ e não CPF como seus donos! Passaram pela residência de Maia figuras do calibre de Eunício Oliveira, presidente do Senado, Renan Calheiros, José Agripino, Aécio Neves e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro. Além do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.
Meu bolso
O dinheiro de Caixa 2 é usado em campanhas eleitorais, dizem os políticos. Certo? Mais ou menos. É bastante comum os candidatos embolsarem parte ou quase que a totalidade da grana arrecadada. Grana de propina. Que é usada, portanto, para enriquecimento pesso ale ilícito.
É a economia...
Mais um sinal animador na economia, que caminha na contramão do cenário político estabelecido e que se aprofunda no vácuo dos avanços da Lava Jato e de outras operações investigativa s.Emjaneiro, a indústria catarinense registrou alta de 0,6% na produção, em comparação com dezembro de 2016. Foi a segunda alta seguida. O quadro torna-se ainda mais animador quando os números se comparam a janeiro de 2016: acréscimo de5,6%.OsdadossãodoIBGE.
São evidências de que pode estar ocorrendo, de fato, uma curva ascendente com consistência. Resultado direto da nova orientação econômica, a partir da equipe do ministro Henrique Meirelles. Juros e inflação em queda, dólar estável e o estabelecimento do teto de gastos públicos, que acaba com a farra, com a gastança desenfreada e irresponsável. A expectativa é de que os reflexos comecem a aparecer também na geração de empregos, onde o déficit ainda é assustador.
Ilha
Dos três Estados do Sul, somente a indústria de Santa Catarina apresentou crescimento. No Rio Grande, a produção caiu3,1%enoParaná,0,8%.
Suspense
EasegundalistadeJanotacabounão sendo enviada ao Judiciário ontem. Segue o suspense, o que não é positivo para o ambiente político e econômico.
A favor
Senador Paulo Bauer, líder do PSDB na Câmara Alta, gravou um vídeo, curto, declarando que vai votar a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pretende acabar com o foro privilegiado (que permite que políticos e autoridades sejam processados e julgados somente no âmbito dos tribunais superiores, em Brasília).
Equidade
“Políticos e autoridades têm que ter tratamento igual a qualquer cidadão no julgamento de atos que tenham praticado e que não estejam de acordo com a lei. O Brasil precisa avançar”, afirmou o tucano.
Frase
“A imprensa é protagonista na vida em comunidade, mostrando o que acontece no dia a dia, mas também reivindicando e agindo para preservar valores e promover as correções necessárias”. Raimundo Colombo, durante solenidade de posse do empresário Marcelo Petrelli na presidência da Acaert.
Gargalo
À medida que avançam os debates sobre a reforma da previdência, que é necessária,vai ficando a cad adia mais cristalino: o problema não são os benefícios pagos aos trabalhadores “comuns”, aos policiais, aos professores, aos agricultores. O grande nó são os benefícios estratosféricos concedidos a servidores públicos ou beneficiários que jamais contribuíram à altura do retorno que obtém.
Vitalício
Após nova repercussão na mídia, a polêmica acerca das pensões vitalícias dos ex-governadores ou beneficiários diretos voltou à Alesc. Deputado Kennedy Nunes colheu 14 assinaturas de colegas e apresentou uma PEC que restringe o be-nefício e extingue sua vitaliciedade. Se for aprovada, valerá a partir de 2019, quando se inicia novo período de governo.
Berço esplêndido
Deputado Padre Pedro também tem proposta neste sentido. Dormita na Casa há seis anos! Há um sentimento na Casa de chegou o momento de acabar com aberrações, até porque o que se propõe é justo: cada um vai receber de acordo com o tempo que contribuiu. Quem ficou oito anos, ganhará proporcionalmente e assim por diante.
Com informações de Coluna do Prisco (Adjori SC). Texto revisado pela redação.







