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Clima e região

Diagnóstico aponta Apiúna entre áreas com maior estoque de carbono no Vale Europeu

Lançamento reúne Amve, Cimvi e ICLEI nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, em Blumenau, com dados sobre nascentes, carbono e risco de erosão na região

Diagnóstico aponta Apiúna entre áreas com maior estoque de carbono no Vale Europeu
Amve / Divulgação

A Associação de Municípios do Vale Europeu (Amve), o Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) e o ICLEI América do Sul apresentam nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, o Diagnóstico de Serviços Ecossistêmicos (DSE) do Médio Vale do Itajaí e Vale Europeu, região que reúne municípios como Apiúna e Ascurra. O lançamento ocorre no auditório da sede da Amve, na Rua Alberto Stein, 466, no bairro Velha, em Blumenau, das 9h30 às 17h, com intervalo para o almoço.

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O levantamento mostra que 67% do território regional ainda mantém formações naturais, percentual acima da média catarinense, de 47%. A bacia do Rio Itajaí-Açu concentra mais de 11 mil nascentes e guarda grandes estoques de carbono nas florestas que cercam o Parque Nacional da Serra do Itajaí, especialmente em Rio dos Cedros, Apiúna, Indaial e Blumenau.

Apesar da cobertura vegetal extensa, o diagnóstico identificou erosão muito alta em quase todos os municípios avaliados, entre 10% e 20% do solo total, resultado de solos frágeis somados à ocupação humana. Nas áreas urbanas, o escoamento da chuva é maior e se liga diretamente às enchentes e deslizamentos que marcam a bacia do Itajaí. Em Apiúna, esse risco ficou evidente em outubro, quando 12 famílias da localidade de Subida deixaram suas casas após um alerta de deslizamento, conforme reportagem publicada pelo jornal em 13 de outubro. Dias depois, a Defesa Civil estadual voltou a alertar para chuva intensa no Vale do Itajaí, em 16 e 23 de outubro.

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O DSE integra o trabalho de Conformidade Climática do ICLEI América do Sul, em parceria com a Amve e o Cimvi, com financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). No mesmo dia, uma oficina interna discute o Plano de Redução de Riscos (PRR), etapa que alimenta a Análise de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas (ARVC) e, na sequência, os Planos Regionais de Ação Climática (PLACs) dos 17 municípios do projeto.

Em março deste ano, o mesmo grupo já havia divulgado a primeira Análise de Emissões de Gases de Efeito Estufa (AEGEE) da região, que registrou queda das emissões líquidas de 2,04 MtCO2e para 1,81 MtCO2e, puxada pela redução de 93% no desmatamento. Para os organizadores, o novo diagnóstico amplia essa base técnica ao mostrar como rios, florestas e nascentes podem orientar investimentos e reduzir riscos antes de novas enchentes.

"O Diagnóstico de Serviços Ecossistêmicos dá aos municípios uma visão clara de onde estão as áreas que mais nos protegem e onde estão as maiores fragilidades", afirmou o diretor executivo da Amve, Cassio Quadros. "Os desafios climáticos ultrapassam as divisas municipais e precisam ser enfrentados de forma conjunta", afirmou o diretor executivo do Cimvi, Fernando Tomaselli.

Mais informações sobre o diagnóstico e a programação podem ser obtidas pelo telefone (47) 3331-5815 ou pelo site amve.org.br, canais oficiais da associação.

Com informações de Amve ↗. Texto revisado pela redação.

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