Chuva forte alaga Meio-Oeste e faz Rio do Sul elevar cota do Itajaí-Açu
Rio do Sul registrou 115 milímetros de chuva até as 9h15 e mantém 135 pessoas em pontos de acolhimento

Chuvas intensas atingiram Santa Catarina na madrugada deste sábado, dia 7, e provocaram alagamentos em municípios do Meio-Oeste, além de aumentar a preocupação com o nível dos rios no Vale do Itajaí. Abdon Batista, Vargem e Zortéa, cidades próximas a Campos Novos, tiveram ruas e imóveis atingidos pelas enxurradas.
Em Abdon Batista, duas edificações públicas e diversas residências foram danificadas. O prefeito Lucimar Antônio Salmória (MDB) gravou um vídeo pedindo que a população buscasse abrigo em locais seguros. "Abdon amanheceu literalmente embaixo da água. Nós pedimos a toda a população cautela e vão para um lugar seguro", afirmou. Segundo ele, equipes da prefeitura já atuam nas ocorrências.
Em Vargem, uma estrutura pública e casas também foram afetadas pela força da água, enquanto em Zortéa o problema se concentrou em imóveis residenciais alagados. A Defesa Civil estadual informou que, até as 8h15 deste sábado, o balanço apontava três prédios públicos danificados na região, sem registro de mortes, desabrigados ou desalojados até aquele horário.
No Vale do Itajaí, Rio do Sul surpreendeu com volume de chuva muito acima do previsto: a expectativa inicial era de 30 a 45 milímetros para o fim de semana, mas a cidade já havia acumulado 115 milímetros até as 9h15. Diante disso, a Defesa Civil municipal elevou a cota de inundação do rio Itajaí-Açu de 7 para 8 metros e a cota de alerta de 7,5 para 8,50 metros.
O Itajaí-Açu vinha baixando desde a madrugada desta quinta-feira, dia 5, quando chegou a marcar 8,08 metros, mas a nova chuva exigiu reforço no monitoramento. A cidade mantém quatro pontos de acolhimento ativos, nos bairros Bela Aliança, Taboão e Fundo Canoas, que abrigam 42 famílias, totalizando 135 pessoas assistidas pela assistência social, com rondas da Guarda Municipal.
A Defesa Civil de Santa Catarina reforça o alerta para risco de deslizamentos e desmoronamentos em áreas de encosta. Rachaduras em paredes e muros, árvores ou postes inclinados e movimentação do solo são sinais de instabilidade que exigem a saída imediata da área, com acionamento pelo 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros). Em novembro de 2025, o jornal já havia mostrado que chuvas intensas, na ocasião em Joinville, provocaram alagamentos e suspensão de aulas, episódio que reforça o histórico de temporais severos no estado.
Com informações de NSC Total ↗. Texto revisado pela redação.






