SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
PublicidadeAnúncio de B&F CONTADORES

Tá valendo

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa se tornaram obrigatórias no Brasil a partir do dia primeiro de janeiro de 2016

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa se tornaram obrigatórias no Brasil a partir do dia primeiro de janeiro de 2016. Em uso desde 2009, mudanças como o m do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com aentradaemvigordoacordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro.

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1°dejaneirode2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que jáestãoemvigoremPortugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné - Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países.DeacordocomoMinistériodaEducação,oacordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasile1,3%emPortugal.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

Alfabeto, trema e acentos

Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u –foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivoscomoenjooevoo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos“ei”e“oi”(antes "éi" e "ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usadoemdoiscasos:quando a segunda parte da palavra começ a r com s our(contra-regrapassoua ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (superresistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

PublicidadeAnúncio de HB

Agra acorretadaspalavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store.

Com informações da Agência Brasil. Texto revisado pela redação.

Leia também em Brasil

Receba as notícias de Ascurra e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.