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Professores ocupam a Alesc como forma de pressionar o governo

Grevistas acampam nas dependências da Assembleia Legislativa, sem data prevista para saída

Professores ocupam a Alesc como forma de pressionar o governo
Arquivo Cabeço Negro

Os professores pretendem ocupar as dependências de Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na noite desta terça-feira (28). A ocupação, segundo a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte/SC), é uma forma de pressionar o governo estadual, e também o Legislativo, para que sejam abertas as negociações com a categoria. Não há definição de até quando os grevistas permanecerão acampados na Alesc.

Durante a tarde, um ofício contendo reivindicações do movimento grevista foi protocolado no gabinete do presidente da Assembleia, deputado Gelson Merisio. O documento já havia sido entregue ao Secretário Estadual de Educação, Eduardo Deschamps, no final da manhã desta terça-feira (28), após o protesto que ocorreu em frente ao Centro Administrativo do Governo do Estado, com a participação de grevistas das 30 regionais do Sindicato.

A Secretaria de Educação afirma que o documento contendo os pleitos do Sindicato será analisado, porém, ressalta que não há prazo para uma resposta. Enquanto isso, o Sinte/SC afirma que aguarda a abertura das negociações por parte do Executivo.

Lista de reivindicações

O ofício entregue ao Secretário de Educação, ao presidente da Alesc, e também ao governador Raimundo Colombo, foi assinado pelos membros do comando de greve. O documento havia sido solicitado durante audiência realizada na segunda-feira (27), entre a Coordenadoria de Negociação do Governo (Coner) e o Sindicato, pedindo que a entidade formalizasse os pontos reivindicados.

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A lista apresenta quatro itens principais:

1 – que seja instituída uma mesa de negociações que não ultrapasse 30 dias, com a não retirada de direitos, e, ao final do prazo, seja apresentado um documento oficial conclusivo, com o resultado da negociação. Durante este período não deverá ser enviado nenhum projeto de lei para a Assembleia Legislativa. 2 – a anistia de todas as faltas de 2012 a 2015. 3 – que seja revogado o decreto 3593/2010.

4 – que seja efetuado o pagamento do rejuste de 13,01%, na carreira, retroativo a 01/2015.

Histórico

A paralisação do magistério público estadual já dura 34 dias em Santa Catarina e esta não é a primeira vez que a Assembleia Legislativa é ocupada por professores em greve. No início do mês de abril um grupo de aproximadamente 70 servidores acampou no hall da Alesc, numa vigília que pedia a retirada da MP 198 em tramitação na Casa. O pedido foi atendido pelo governo do estado, que revogou a Medida Provisória.

Com informações da Agência Adjori. Texto revisado pela redação.

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