Glauco Côrte defende nova metodologia para a Educação
Durante a implantação da Câmara do Movimento A Indústria pela Educação, em Rio do Sul, o presidente da FIESC destacou o desafio de reter a atenção dos jovens em sala de aula

São necessárias novas técnicas e metodologias para manter a atenção dos jovens em sala de aula nos dias atuais e esse é um dos grandes desafios da educação, não só no Brasil, mas no mundo todo. Foi o que defendeu nesta terça-feira (18) o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, durante a implantação, em Rio do Sul, da 10ª Câmara Regional do Movimento A Indústria pela Educação, liderada pelas entidades da FIESC. As câmaras vão promover o debate sobre a melhoria dos indicadores educacionais em todas as regiões do Estado.
"Conforme pesquisa do Banco Mundial, na média, após 15 minutos de aula, os jovens têm dificuldade de prestar atenção nas exposições realizadas pelos professores", explicou Côrte, lembrando que isso corresponde a um quarto de uma aula de 60 minutos. Além disso, informou, o professor gasta um quarto do tempo com questões que não dizem respeito ao conteúdo da disciplina que vai lecionar.
Quinze minutos é o tempo para motivar
"A criança e o jovem precisam ser motivados. O cérebro se foca no que é relevante para eles e, se o professor não consegue mostrar a importância do que está expondo, depois de 15 minutos eles não prestam mais atenção. Imagina depois da aula, quando deveriam revisar os conteúdos", disse Côrte.
O presidente da FIESC defendeu que os jovens precisam ser mais ouvidos sobre a educação que recebem e explicou que o envolvimento dos jovens embaixadores da educação no Movimento é um passo nessa direção. "Nossa geração tem uma responsabilidade bastante definida: dar ao jovem a possibilidade de construir um futuro melhor. E isso passa pela educação", afirmou, fazendo referência a uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostra que a principal prioridade do jovem é a educação de qualidade. "Este é um dever da atual geração com as próximas gerações", reforçou.
Educação, pilar para a competitividade
Vinculadas às vice-presidências da FIESC, as Câmaras contam com a participação de representantes do setor industrial, dos sindicatos patronais e dos trabalhadores, dos setores de educação da rede pública, além dos jovens embaixadores do programa Conexão Jovem.
A iniciativa promoverá a articulação e mobilização dos públicos visando à análise e priorização de ações necessárias em cada região para a superação desses dois importantes desafios.
Além de Rio do Sul, que acaba de receber a Câmara, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, São Miguel do Oeste, Tubarão, Lages, Criciúma, Blumenau e Joinville já constituíram os grupos de trabalho.
"Precisamos de educação para uma maior competitividade da indústria. Estamos reunindo profundos conhecedores do assunto e vamos nos encontrar com frequência para buscar alternativas para suprir as deficiências do sistema educacional. Este é o início de uma longa jornada", disse o vice-presidente regional da FIESC, Lino Rohden.
Na quarta-feira, profissionais de recursos humanos debateram a criação de planos de desenvolvimento para colaboradores. A iniciativa da FIESC é promovida em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SC) em todo o Estado.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.







