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EDUCAÇÃO

Família de Eli T. Coelho Stahnke recebe homenagem no Jubileu de Prata da Escola Municipal Victória

Família de Eli T. Coelho Stahnke recebe homenagem no Jubileu de Prata da Escola Municipal Victória
Família de Eli e Aron Stahnke: Dr Amauri namorado da Dra Josiane, Jeferson, Jéssica, Isadora e Jaison Arquivo Cabeço Negro

A história da Escola Básica

Municipal Victória Cerutti Petters se confunde com a história de vida de Eli Terezinha Coelho Stahnke.

No jubileu de prata da escola foi reservado grande espaço para homenagear a saudosa Eli, com a presença de sua família.

Eli nasceu em 31 de março de 1952 na cidade de Indaial. Era a mais nova entre seus sete irmãos. Cresceu rodeada de amor e carinho dos pais e irmãos na comunidade de São Jorge II, até que uma grande tristeza invadiu aquele lar e aos oito anos na véspera do Natal, 24, do ano de 1961, Eli e seus irmãos ficaram órfãos de seu pai.

O tempo passou e ela tornava-se cada vez mais bela e responsável até que aos 15 anos foi convidada para trabalhar na Escola Isolada São Jorge II auxiliando o professor regente José Arlindo Salm. Ela aprendeu tudo com muita eficiência, fazia todos os cursos preparatórios para o magistério até concluir o Logus a nível de Ensino Médio.

Casou-se com Aron Stanke com quem teve três filhos, Jeferson, Jaison e Josiane e foi morar na comunidade de Santa Rosa. Durante este período, houve momentos em que trabalhou nas duas escolas das comunidades, de São Jorge II e Santa Rosa. Em Santa Rosa trabalhou na Escola Plácido de Castro que mais tarde foi unificada com a Escola Albertina Kreush Caprale.

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O tempo passou e o prefeito municipal da época, Nicanor Morro, sabendo dos anseios da família em morar no centro de Apiúna e conhecendo o profissionalismo da Senhora Eli, não teve dúvidas em convidá-la para vir para o centro de Apiúna e fundar uma escola no Loteamento Helena Bernardi Morro. Escola esta que foi criada a pedido dos moradores do loteamento. Eli foi de porta em porta pesquisando e fazendo matrícula e sempre muito bem acolhida pelos pais. No final do mês de novembro de 1989 a escola foi criada e construída e em fevereiro de 1990 teve início o ano letivo. A nova escola foi denominada Escola Reunida Municipal Victória Cerutti Petters, devido a doação de um terreno para a construção da escola feita pela família Petters para homenagear a matriarca da família. No período da doação o prefeito de Indaial, Victor Petters, esteve mediando a doação do terreno e dando todo o apoio necessário.

Elí assumiu a escola com muito interesse e dedicação. Em um período ministrava as aulas e no outro período cuidava da parte administrativa da escola. Era forte, trabalhadora e tinha sempre como ideal: educar, crescer, melhorar. E seu lema era: “Temos que trabalhar unidos porque caso contrário seremos uma mesa com apenas três pés, e este que está faltando é você.”

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Sempre procurou estabelecer a igualdade entre os alunos, por isso sempre fez questão do uso do uniforme escolar, fazendo com que os alunos se sentissem iguais uns perante aos outros. As meninas usavam saia toda pregueada azul marinho e camisa branca e os meninos calça ou bermuda azul marinho e camisa branca. As crianças tinham um semblante bonito, todos alinhados e alegres.

Os anos foram se passando e a escola foi crescendo, muitos alunos e professores foram chegando, tudo era perfeito, gostava de inovar. Foi considerada a escola modelo do município, na qualidade de ensino, na organização e em todos os aspectos.

A escola era sua vida, mesmo com as dificuldades encontradas, ela sempre afirmava com muito orgulho que seus professores e alunos eram os melhores, imbatíveis.

O seu amor pela profissão, fez com que mesmo após estar aposentada não desistisse de estudar e procurar o melhor para a educação cultura e conhecimento, por isso cursou e concluiu a graduação de Pedagogia pela Unidavi de Rio do Sul.

Muitos profissionais bem sucedidos do nosso município passaram por esta escolinha. Na década de 90 a FURB realizou uma pesquisa em nosso município sobre o nível de aprendizagem dos alunos e a escola escolhida para esta pesquisa foi a nossa Escolinha. Orgulhosamente o resultado divulgado pela universidade foi: “ A E.R.M. Victória Cerutti Petters se iguala ou supera qualquer escola particular de Blumenau.”

Eli Teresinha Coelho Stanke permaneceu nesta escola como diretora até dezembro do ano de 2004.

No ano de 2006 recebemos a triste notícia do seu falecimento.

Muitos são os inconformados com sua partida, mas a certeza de que foi chamada por Jesus por estar pronta e ter cumprido o seu papel na terra, nos dá o consolo de que está muito bem e sempre estará olhando por nós. Dela guardaremos o exemplo de trabalho, honestidade, comprometimento e amor à família e aos amigos, sem exigir recompensa.

Deixou em nossos corações uma profunda saudade, pelo tempo que viveu entre nós.

Parabéns à direção da Escola, professores e APP por terem sabido reconhecer a grande educadora.

Parabéns aos professores Arlete, Alôncio e Sueli pelo histórico.

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