"Descentralização é o ponto"

Dia 5 de maio, a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) completou 40 anos, e no dia 19 de junho mudou a direção. O reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Aristides Cimadon, assumiu a presidência da Acafe, por consenso dos reitores.
Seu mandato será até 2016, e entre suas prioridades está o replanejamento da instituição e o fortalecimento da unidade entre as parceiras e a busca de maiores incentivos dos governos, empresas e instituições públicas. São 152.977 alunos, matriculados nas 16 instituições educacionais espalhadas pelo Estado, com o objetivo de promover o intercâmbio administrativo, técnico e científico entre as associadas. A associação não tem fins lucrativos. Confira a entrevista de Aristides Cimadon, presidente da Acafe.
Agência Adjori de Jornalismo – Quais as estratégias da Acafe para o fortalecimento da instituição?
Aristides Cimadon – Teremos uma reunião com o Conselho Deliberativo para discutir as prioridades dos próximos dois anos. Na visita que fizemos a todas as instituições percebemos que há necessidade de fortalecimento nas relações com o governo, com as empresas e com as instituições públicas. Nenhum governo pode ignorar a importância da Acafe, pois representamos 70% das instituições no Estado. Mais de 50 cidades são atendidas. Só na graduação temos 1.021 cursos.
Então, entregaremos uma pauta de reivindicações aos candidatos dessas eleições para que nossas necessidades sejam contempladas em suas ações. Precisamos dos recursos públicos e, mais do que isso, de que os governantes entendam a dimensão do nosso trabalho.
Também estamos lutando para que algumas instituições migrem para o sistema federal de ensino. É uma forma de estabilizarmos os recursos financeiros. Atualmente, buscamos alternativas para as dívidas tributárias.
Paralelamente, temos programas unificados para capacitação dos funcionários. É o investimento na qualificação.
Adjori – Há intenção de crescimento? Aumento no número de faculdades? Planos de expansão para alguma cidade?
Cimadon – O crescimento que almejamos não é quantitativo. Queremos fortalecer nossa excelência. Gradativamente iremos aumentar a oferta de cursos, mas agora o objetivo é a boa classificação nas pesquisas de qualidade educacional.
A descentralização é um dos pontos primordiais da Acafe. Qual o segredo para manter a unidade entre as instituições, apesar disso?
A característica para manter a unidade é a própria cultura catarinense. É o histórico destas instituições comunitárias, que sempre trabalharam juntas, mesmo em universos diferentes, que têm objetivos em comum, que seguem o mesmo planejamento. Nosso sistema é diferente de qualquer outro do país, estas instituições não têm dono, não visam lucro, o capital que entra é investido em melhorias, assim crescemos.
Adjori – Como o senhor avalia a importância de manter a identidade de cada região do Estado? Como a identidade influencia na política educacional de cada município?
Cimadon
– Temos um sonho, fazer de toda rede uma única universidade pública no Estado de Santa Catarina. As peculiaridades regionais serão mantidas, claro, mas gostaríamos de fortalecer a união. Seria uma forma de melhor aplicar os recursos também.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (Agência Adjori). Texto revisado pela redação.







