Currículo atrativo e práticas modernas podem minimizar o abandono escolar
Em seminário realizado pelo Movimento SC pela Educação, especialistas evidenciam urgência de modernizar o ensino médio e reduzir gastos com a evasão

“O custo médio no Brasil por aluno é de R$ 6 mil ao ano. Só com o abandono, a gente perde R$ 95 milhões, considerando que 7,1% dos jovens no Brasil deixam a escola no ensino médio. Se considerarmos a reprovação, responsávelpor50%do abandono escolar no País, a perda pode chegar a 280 milhões de reais/ ano”, alertou Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. Ele participou nesta quarta-feira (20), em Blumenau, do seminário A Educação Integral e a Base Nacional Comum Curricular(BNCC)no contexto da Reforma do Ensino Médio: Os Desafios da Educação para o Mundo do Trabalho. Este é o terceiro encontro de uma série de seis que tem o apoio da Secretaria de Estado da Educação(SED)edoSESC/SC.
Ramos defendeu uma escola moderna e atrativa para mudar esse cenário, que prepare o aluno para um mundo em constante transformação, destacando que isso passa pela formação plena do estudante. “Precisamos de trabalho em equipe, colaboração, abertura ao novo. Precisamos de profissionais com estas qualidades. É dessa forma que trabalhamos com a Secretaria, para desenvolver esses jovens”, afirmou.
O assessor executivo do Movimento, Antonio Carradore, apresentou os principais indicadores educacionais. Ele destacou a relação entre educação e violência. Cerca de 70% dos apenados tem nível de escolaridade que varia entre o analfabetismo e o ensino fundamental incompleto. “Um ano a mais de educação tende a reduzir a incidência de aprosionamento em 11% a 16%. A raiz de muitos problemas sociais que temos hoje está na educação”, salientou. Ele destacou ainda o saldo de empregos dos trabalhadores com escolaridade básica, que tendem a ser preservados, em detrimento daqueles que não têm o ensino básico completo.
O gerente regional de educação, Eliomar Russi, e Sirley Damian, da SED, destacaram projetos conduzidos pela secretaria voltados à educação integral. “Precisamos tornar este aluno protagonista, para que ele esteja com os nossos professores nas práticas mais modernas”, afirmou. Russi falou ainda sobre o Espaço de Formação e Experimentação em Tecnologias para Professores – EfeX, em Blumenau, uma espécie de laboratório para a criação e o compartilhamento de práticas pedagógicas inovadoras mediadas pela tecnologia. Sirley lembrou que 60 mil jovens ainda estão for ada escola.Afaltadeatr ativida dedo currículo e o desejo de trabalhar e ter renda própria podem estar entre as causas desse abandono escolar. O Estado possui mais de 3,1 mil matrículas no modelo de ensino médio em tempo integral.
Com informações de Fiesc. Texto revisado pela redação.






