SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
PublicidadeAnúncio de Colégio São Paulo

“Quem não investe não cresce”, diz conferencista a prefeitos

Na abertura do Congresso Catarinense de Municípios, economista Raul Velloso falou sobre a possibilidade da volta da chamada hiperinflação e destacou alternativas à crise no país

“Quem não investe não cresce”, diz conferencista a prefeitos
Cerca de 1 mil pessoas ouviram a palestra de Velloso, que é colunista de jornais como O Globo e O Estado de São Paulo Fernando Bond

Falando para uma plateia de quase 1 mil pessoas, entre prefeitos, vices, secretários e técnicos municipais de todas as regiões de Santa Catarina, um dos economistas mais renomados do país, o professor Raul Velloso, afirmou na abertura do XIV Congresso Catarinense de Municípios, em Joinville, que “o Brasil perdeu a força do investimento, e quem não investe não cresce”.

Com cobertura da Agência Adjori de Jornalismo, o Congresso foi aberto oficialmente na Expoville pela nova presidente da Federação Catarinense de Municípios, a prefeita de São Cristóvão do Sul, Sisi Blind. E ela transmitiu aos prefeitos em fim de mandato uma mensagem enfática, porém otimista, no auge da crise: “Somos líderes e líderes não se escondem, especialmente nos momentos de crise. Temos pessoas manifestando sua insatisfação (havia um protesto de servidores municipais na entrada do evento) e estamos aqui para dialogar, para pensar os municípios, construir o Estado, e, com certeza, fundamentar a Nação”.

A conferência de abertura, “Perspectivas Para o Desenvolvimento do País na Próxima Década”, teve como moderador o prefeito anfitrião, Udo Döhler, de Joinville.

O conferencista Raul Velloso - colunista de jornais como O Globo e O Estado de São Paulo - afirmou que “o grande erro deste governo foi ter feito experimentos em política econômica que levaram o país a parar de crescer. Se o Brasil crescesse minimamente, haveria o crescimento da arrecadação; e com isso a dívida não aumentaria”. Velloso disse que não esperava mais ouvir falar em hiperinflação. “Eu nem estou dizendo que isso está próximo, mas do jeito que o governo confronta os investimentos, há esta possibilidade - o Brasil é um país que não se pode dar ao luxo de crescer pouco”, explicou o economista. Ao apontar caminhos para a retomada do crescimento, o professor avaliou que o movimento já existente no sentido de exportar “é válido mas é muito lento, por isso o investimento privado é fundamental a curto prazo, já que nem podemos falar em investimentos públicos com a atual situação”.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

A falta de crescimento, segundo Velloso, levou a uma queda de arrecadação de 3,8% em 2015, “não por acaso o mesmo percentual de queda do PIB”, destacou o especialista. A isso se soma uma “despesa que cresceu 5,2%, e que levou a um déficit de R$ 117 bilhões - como iremos financiar tamanha dívida?”, perguntou o professor.

Com informações da Agência Adjori/SC. Texto revisado pela redação.

Leia também em Santa Catarina

Receba as notícias de Ascurra e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.