Presidente da Fecomércio afirma que a interiorização é uma necessidade do sistema
Jantar com empresários, lideranças sindicais e patronais, em Chapecó, também marcou a comemoração dos 67 anos da federação e serviu para discutir possíveis soluções para a crise

O presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt, destacou a importância da interiorização do sistema Fecomércio-Sesc-Senac, durante jantar promovido pelo Sindicato do Comércio de Chapecó e Região (Sicom), em Chapecó. O evento fez parte das comemorações dos 67 anos da entidade e contou com a presença de empresários e lideranças sindicais patronais.
"Poderíamos estar em Florianópolis, mas estamos aqui, junto com o Sesc e o Senac, prestando conta do que fazemos e do que estamos planejando, por entendermos que é necessário interiorizar a federação, ouvir os anseios dos empresários das nossas bases", afirmou Breithaupt.
De acordo com Breithaupt, apesar do comércio de bens e serviços responder por 67% do PIB estadual e por 72 % da arrecadação de tributos em Santa Catarina, o setor terciário vem sofrendo com os impactos da crise econômico-política que o país vive. "Aqui em Chapecó, o setor do comércio e de serviços responde por 65,7% do PIB do município. É um comércio forte, como nós podemos observar na rua, representado por 75,7% do número de empresas instaladas na cidade, que são responsáveis por 60,2% do total de empregos. Porém, tanto aqui quanto em qualquer outro município catarinense, nós estamos sentindo a queda no volume de vendas (segundo dados da federação, em abril deste ano foi registrado o menor índice desde 2003, com crescimento de apenas 0,3% no acumulado de 12 meses)", disse o presidente da Fecomércio.
Para Breithaupt, a solução da crise passa, necessariamente, pelo entendimento entre os poderes: "Não adianta o governo ficar brigando com o Congresso, o Congresso com o Judiciário, o Judiciário com o Executivo e assim por diante. O setor produtivo espera que seja encontrada uma solução para esta crise, que é política, para que os ajustes necessários possam ser colocados em prática. O empresário, por natureza, é otimista. Acredita no trabalho, aposta no país. Se me perguntarem como serão as vendas do Natal, direi que serão melhores do que as do ano passado".
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






