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Pesquisa da CNC mostra aumento de 1,3% na intenção de consumo das famílias no início do ano

Alta do índice na comparação mensal foi observada em todas as faixas de renda, puxada, principalmente, pelo quesito perspectiva profissional

Pesquisa da CNC mostra aumento de 1,3% na intenção de consumo das famílias no início do ano
Foto: Luciano Lanes/ PMPA

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou alta de 1,3% em janeiro, na comparação com dezembro, ficando em 77,5 pontos. A alta do índice na comparação mensal foi observada em todas as faixas de renda, tanto entre as famílias que recebem abaixo de dez salários mínimos (alta de 1%), como as que têm rendimento acima desta faixa (alta de 2,7%). A CNC destaca, no entanto, que o índice abaixo dos 100 pontos, numa escala de 0 a 200, ainda indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes, evidenciada na queda de 35,3% em relaçãoajaneirode2015.

“A alta do índice foi influenciada pela melhora nas expectativas para os próximos meses, levando a um aumento da confiança em janeiro. Esse movimento, típico de início de ano, foi puxado principalmente pelos componentes relacionados às perspectivas profissionais e de consumo”,explicaJulianaSerapio, assessora Econômica da

CNC.

Todos os sete componentes da pesquisa registraram alta na comparação mensal, com destaque para

Perspectiva profissional, que mede a expectativa em relação ao mercado de trabalho, que cresceu 1,5% e voltou a car acima da zona de indiferença, com 100,3 pontos. Até então, o único componente da pesquisa que se mantinha nesse patamar desde setembro de

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2015 era o que media o nível de satisfação com o emprego atual.

Juliana Serapio lembra que, apesar da evolução favorável de janeiro, a ICF está em nível bastante baixo em termos históricos e com tendência de queda quando observado em médias móveis trimestrais. Desde maio de 2015, o índice permanece abaixo dos 100 pontos, indicando uma percepção de insatisfação com a situação atual.

No comparativo anual, todos os componentes da ICF registraram queda, sendo a maior no que mede o momentoparaacomprade bens duráveis, que registrou48,5pontos–umrecuo de 50,1% em relação a janeiro de 2015. A maior parte das famílias, 72,9%, considera o momento desfavorável para a aquisição de duráveis. O componente Nível de consumo atual é o segundo subíndice mais baixo do estudo, com 55,3 pontos – queda de 45,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a CNC, o cenário atual e dos meses anteriores foram marcados pela deterioração nas vendas do comércio. No acumulado dos 11 primeiros meses de 2015, foram fechadas 945 mil vagas formais de trabalho, de acordo com o Ministério do Trabalho. Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia, a previsão da CNC é que o volume de vendas do varejo apresente retração de 3,7% em 2016.

Com informações da Agência Adjori / CNC. Texto revisado pela redação.

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