SEE JORNAISQuarta-feira, 14 de outubro de 2026Leia também: Cabeço Negro
PublicidadeAnúncio de MDRODEIO

Indústria apresenta uma agenda para sair da crise

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, avalia que a Agenda para o Brasil sair da Crise, da CNI, tem um bom roteiro com medidas capazes de recuperar a credibilidade do país, e, ao mesmo tempo, resgatar a confiança dos investidores e empresários. São 7 as ações propostas pelo setor industrial:

1. Garantir a sustentabilidade fiscal, sem aumento da já exorbitante carga tributária, antes, pelo controle e qualificação dos seus dispêndios.

2. Assegurar a segurança jurídica nas relações de trabalho, com valorização das negociações coletivas.

3. Ampliar o prazo de recolhimento de tributos, ajustando-os às práticas comerciais e reduzindo, assim, as necessidades de capital de giro das empresas. É o caso, inicialmente, do PIS-COFINS e do IPI. Temos que ter a coragem de proclamar que o governo é que tem que se ajustar à realidade em que as empresas operam e não estas às demandas quase sempre abusivas do governo.

4. Acelerar o processo de concessões ao setor privado na infraestrutura.

5. Priorizar as exportações, com prioridade para os acordos bilaterais, como defendido nesta semana pelo ministro Serra, abandonando o modelo que isolou o país.

6. Sustar a imposição de novas obrigações acessórias às empresas e desenvolver um programa de simplificação e redução da burocracia, sobretudo nas áreas tributária e de licenciamentos.

PublicidadeAnúncio de BIA TÊXTIL

7. Regularizar as condições de crédito das empresas, melhorando as condições de acesso, sistema de garantias e custo. O atual nível de juros inibe e onera as atividades do setor produtivo.

No entanto, Glauco Côrte enfatiza que “não se trata de uma agenda fácil. O país não mudará de um dia para o outro. Mas é preciso começar. A indústria está pronta para somar os seus esforços aos de todo o setor produtivo e do setor público, por meio de ações que restaurem as condições para que o Brasil volte a crescer”. O presidente da Fiesc lembrou ainda que “em crise anterior, embora não da mesma proporção do que a atual, o Brasil demonstrou a sua capacidade de reação, ao aprovar o Plano Real. Que nossas lideranças públicas e privadas saibam se valer dessa lição, para unir a sociedade brasileira em torno de um projeto de resgate de nossa auto-confiança, por meio de medidas destinadas a recolocar o Brasil na senda do desenvolvimento, sob a primazia de valores fundamentados na verdade, na ética, na justiça, na solidariedade e na prática do bem comum”.

Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

Leia também em Brasil

Receba as notícias de Ascurra e região

Um aviso quando sair matéria importante. Sai quando quiser.