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Economia

Governo federal anuncia perdão de dívidas e pacote de estímulo para MEIs

Proposta pode beneficiar 3,6 milhões de microempreendedores e perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas com a União

Governo federal anuncia perdão de dívidas e pacote de estímulo para MEIs
Rede Catarinense de Notícias

O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que prevê o perdão das dívidas acumuladas pelos microempreendedores individuais (MEIs) com a União. O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o governo, a proposta pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e abranger aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados.

Durante o anúncio, Lula afirmou que a manutenção dessas dívidas dificulta o acesso ao crédito e o crescimento dos negócios. "Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados", disse o presidente durante a cerimônia.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta também permitirá extinguir cobranças e ações judiciais relacionadas a esses débitos, além de retirar restrições decorrentes da inadimplência. Outra frente do pacote é a negociação das dívidas privadas dos MEIs, que somam cerca de R$ 6 bilhões. O governo pretende usar os instrumentos do Desenrola 3.0 para comprar esses débitos junto a bancos e instituições financeiras, por meio de edital que vai exigir descontos mínimos de 90% por parte dos credores.

O pacote também cria o Pix MEI, programa de transferência direta de recursos para investimento produtivo. A proposta prevê repasse de até R$ 5 mil para a compra de equipamentos e melhorias capazes de ampliar a produção, a renda e o faturamento dos negócios. Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, o recurso não terá caráter de empréstimo e será acompanhado por orientação aos beneficiários na estruturação de projetos.

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Outra medida amplia o teto de faturamento anual do MEI, sem reajuste há oito anos. A proposta enviada ao Congresso prevê elevação do limite para R$ 110 mil no próximo ano e para R$ 140 mil em 2028. O governo também editou um decreto para dar segurança jurídica à não obrigatoriedade de emissão de nota fiscal em operações com pessoas físicas, regra que alcança também os chamados nanoMEIs, grupo com faturamento de até metade do teto da categoria.

Com informações da Rede Catarinense de Notícias ↗. Texto revisado pela redação.

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